O maior desafio de Dilma no 2º mandato: a reforma política

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A
presidenta Dilma Rousseff, 24 horas depois de reeleita, já deixava claro aos
veículos de comunicação o seu maior desafio no novo mandato: a reforma
política. Segundo alguns analistas a referida reforma seria a “mãe” de todas as
outras, a mais importante, a essencial para o futuro do país. Alguns vai dizer
que a reforma no sistema tributário brasileiro seria igualmente importante.
Ambas são no meu entendimento. O Brasil não pode mais esperar pelas duas.
A
reforma política proposta pelo governo (ainda não fechada e com divergências
internas entre os governistas e aliados) teria a princípio o papel de
‘moralizar” o processo político-eleitoral. De forma superficial, seria a
mudança e implantação de alguns pontos chaves: 
·        
Fim
do financiamento privado nas campanhas eleitorais; 
·        
Fundo
de financiamento público de campanha;
·        
Fim
da reeleição (proposto pela oposição);
·        
Voto
distrital ou em lista (um dos pontos mais polêmicos);
·        
Mandato
de cinco anos aos cargos executivos;
·        
Barreira
partidária e representação política.
Os pontos listados acima são os principais, os mais
relevantes. Claro que há outras propostas e ainda as que possam surgir com o
debate sobre a questão. De certo mesmo é a necessidade de mudança do atual
formato do nosso sistema político. A presidenta reeleita quer fazer a referida
reforma via consulta popular: plebiscito ou referendo.
O embate já começa em como iniciar os trabalhos. No meio
do seu atual mandato, Dilma propôs fazer via consulta popular e o Congresso
Nacional rechaçou a proposta. Os congressistas querem fazer as reformas, nada
do povo decidindo ou opinando. Não podemos fomentar na sociedade o sentimento
decisório. O embate retorna ao processo dialético, agora fomentado pela mídia.
Parte da imprensa já começa a jogar o Congresso contra o governo. A
desestabilidade da base é o objetivo de quem promoveu golpe na campanha.
Dilma já foi avisada por seus assessores mais próximos
que o governo perdeu espaço no Congresso após o processo eleitoral. A oposição
avançou. O governo ainda mantém condições políticas tanto na Câmara, quanto no
Senado para aprovar seus projetos, suas leis. Mas quem tem o PMDB como aliado
não pode contar com a unidade ou voto certo.
Me referi  mais
cedo em outra rede social que se o governo Dilma fizer a reforma política
entrará para a história do país. Se a referida reforma sair, a tributária vai
esperar mais um pouco. Duas grandes reformas em quatro anos é quase impossível
no Brasil, ainda mais nas atuais circunstâncias políticas do atual e futuro
governo. Que venha a reforma política, pelo bem do Brasil.

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