O secretário de segurança que não sabe de segurança pública

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Estava quase postando texto sobre o cenário político e o
futuro do PT, quando me vi obrigado a parar tal ação e escrever este. Anteontem
o novo secretário de Segurança Pública do Pará, o general da reserva do
Exército, Jeannot Jansen, esteve na OAB local, na capital paraense, para falar
sobre a pasta que comanda. O referido secretário chegou sorridente, solícito
com todos e tudo transcorria normalmente quando o presidente da Ordem dos
Advogados do Pará, Jarbas Vasconcelos, dirigiu pergunta ao general sobre a morte
de vários advogados no estado e a falta de elucidação dos casos.
O secretário não quis responder e justificou, acreditem com
a seguinte frase: “Não me sinto preparado para responder”. Inacreditável.
Pergunto: e quem está? Se a maior autoridade da área não sabe, quem poderá
responder? Talvez o coronel seja vítima do próprio governador e sua estratégia
de tentar conter a violência descontrolada. Jansen foi militar a vida toda e
carrega consigo o perfil. Nada de questionamentos e cobranças.
Além de atitude de não responder, o titular da Segup,
lamentavelmente se levantou da cadeira e deixou a mesa, abandonando a reunião.
O que pensar? E o governador Simão Jatene o que acha disso? Concordou?
Reprovou? Vai publicamente reprovar o ato ou se calar pelos corredores
palacianos? No mínimo, o atual secretário deve explicações ao seu chefe
imediato, o excelentíssimo governador que, pelo seu estilo, deixará tudo nas
quatro paredes de seu gabinete no Palácio dos Despachos.

A escolha general Jansen surpreendeu a todos. O governador
ao montar a sua equipe, foi buscar um militar aposentado de alta patente e
reconhecidamente competente. A segurança pública paraense sempre foi o “calo”
dos tucanos. O PSDB governa há 17 anos o Pará e nunca resolveu o caos instaurado na referida área. 

Espera-se que um coronel “linha-dura” mude os rumos
das ações governamentais na segurança. Até o momento nada se viu ou ouviu. De novo na área somente o secretário dizendo que: “Não sei responder”. Pobre
Pará.

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