Alckmin em Carajás. Parauapebas ficou de fora

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Na última quarta-feira (05), o pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin resolveu partir para o ataque, ou seja, definir o quanto antes a sua política de alianças. O ex-governador de São Paulo vive situação preocupante sob o ponto de vista político. As diversas pesquisas eleitorais apontam a sua inércia na questão da intenção de voto, não conseguindo chegar nem a dois dígitos, configurando-se (independente do perfil do instituto de pesquisa) em quinto lugar com a presença de Lula, e em quarto sem o petista.

O que mais preocupa os tucanos não é a atual posição de Alckmin, mas (o que as consultas feitas para consumo interno do partido confirmaram) é a falta de perspectivas de crescimento a médio prazo. Nenhuma aferição aponta qualquer possibilidade de crescimento e a possibilidade de estada no segundo turno.

Nem aliados históricos como o DEM e mais recentemente PSD, estão propensos a apoiar o ex-governador de São Paulo. O que seria um caminho político natural, mostra-se uma incógnita. Com a pulverização das intenções de votos, a possibilidade real de uma candidatura ir ao segundo turno entre 20% a 25% (faixa abaixo dos tradicionais 30% a 35%), provoca a contenção de direcionamentos de apoios ou acordos político-eleitoral. DEM e PSD aliados históricos dos tucanos preferem esperar mais um pouco.

Alckmin iniciou uma verdadeira maratona pelo Brasil. Quer levar ao máximo o seu nome pelo país, tentar melhorar o seu desempenho nas pesquisas. Não, por acaso, visita hoje (07) a região sudeste do Pará, com parada nos municípios de Marabá, Curionópolis e Canaã dos Carajás. Estranhamente, o presidenciável tucano não passou por Parauapebas, mesmo estando ao lado, em municípios limítrofes. O que aconteceu com os dirigentes partidários tucanos de Parauapebas? Por que em um raio de 250 km que cobre três municípios, a “capital do minério” sendo mais importante eleitoralmente do que Canaã dos Carajás e Curionópolis, não recebeu a visita do presidenciável? Em contato com a direção do partido em Parauapebas, foi informado ao blog que a falta de candidaturas tucanas na “capital do minério” retirou do município a possibilidade de receber o ex-governador de São Paulo.

Alckmin sabe que precisa atingir dois dígitos até o fim de julho, próximo do prazo limite da realização das convenções, escolha de candidaturas e coligações. Portanto, as próximas duas semanas serão decisivas e poderão definir o seu futuro e de seu partido na disputa eleitoral.

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