Alckmin não sobe em pesquisas e PSDB já pensa em “plano B”. Qual?

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Geraldo Alckmin (PSDB) é o candidato tucano para disputar o Palácio do Planalto. Isso foi decido sem maiores questionamentos na convenção do partido no fim do ano passado, em Brasília. De quebra, o governador de São Paulo ainda se tornou o presidente nacional da legenda, o que fortalece mais ainda o seu nome para a disputa presidencial, de quebra, retorna o comando do partido ao grupo de São Paulo, enfraquecendo mais ainda politicamente o senador Aécio Neves.

A pressão aumentou quando o Datafolha no fim de dezembro divulgou os dados referentes a pesquisas de opinião sobre a disputa presidencial. Os números mostraram o tucano com 8% da intenção de voto. Em pesquisas anteriores (período que o PSDB ainda não havia definido um nome para a disputa) Alckmin sempre oscilou dois pontos para mais ou para menos na comparação com a última pesquisa Datafolha. Essa margem do governador paulista já vem tirando o sono da cúpula tucana e dos marqueteiros do partido. Segundo o que foi divulgado pela Folha de São Paulo no último domingo (07), parte dos tucanos e dos partidos aliados ao governo Michel Temer (MDB) entendem que, se Alckmin não atingir pelo menos 10% das preferências até abril, prazo máximo para a desincompatibilização, será preciso buscar um novo nome para a corrida presidencial.

No dia seguinte da matéria, Alckmin criticou a pressão de estrategistas tucanos e dirigentes partidários que lhe cobram um desempenho melhor nas pesquisas de intenção de voto para consolidar sua candidatura à Presidência da República. A cobrança, segundo o tucano, não tem “nenhum sentido” neste momento de pré-campanha. “Na realidade, as mudanças nas pesquisas só vão ocorrer mais perto do processo eleitoral, quando a população estiver mais focada na questão da disputa e quando os candidatos estiverem definidos. Hoje, você não sabe quem vai ser candidato”, disse Alckmin.

Lembrando que o governador de São Paulo já concorreu à Presidência da República, em 2006, quando o ex-presidente Lula concorria à reeleição. À época, Alckmin ficou conhecido como “picolé de chuchu”, tamanho era a sua apatia. Não empolgou a campanha inteira, só foi para o segundo turno pela soma total de todas outras candidaturas terem ultrapassado a de Lula em 2%; e também, por não ter concorrentes à altura. Quem ameaçava naquele pleito era a então senadora Heloisa Helena pelo recém-criado Psol. Para tentar melhorar o desempenho do tucano, até o seu sobrenome foi subtraído, ficando só “Geraldo”, o seu primeiro nome. Uma tática de tentar torná-lo mais popular e mais próximo às camadas sociais menos abastadas. Não funcionou.

A grande mídia também anda preocupada. Não quer Lula e muito menos Bolsonaro. O ex-presidente petista está nas rédeas da justiça, já Bolsonaro não. Não por acaso, que o referido deputado federal sofre diversos ataques. A evolução do seu patrimônio família foi o alvo. Evolução imobiliária que o parlamentar não consegue explicar. E outros ataques virão. O objetivo é de tirar Lula da disputa e desconstruir o pretencioso candidato Bolsonaro.

Mas todo esse esforço da mídia e justiça não farão sentido ou atingirão os objetivos se o Alckmin não avançar. Dentro do campo governista há diversos nomes: o próprio presidente Michel Temer não confirmou a desistência da disputa pela reeleição. Ainda há rumores que envolvam o ministro da Fazenda, Henrique Meireles e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Inclusive há fortes indícios que ambos estão em rota de colisão nos bastidores.

Enquanto isso, Alckmin se encontra em situação complicada. Seu partido, no qual é presidente nacional, já não tem a segurança que ele pode se tornar uma candidatura competitiva. PSDB sofre grande desgaste de sua imagem, talvez a maior desde 1994, quando o partido disputou a sua primeira eleição presidencial. Aécio Neves é o maior responsável por isso. O risco do PSDB ser um fiasco nas urnas na eleição presidencial é grande. O problema não está só na indicação de Alckmin e sim em todo o partido que não apresenta mais uma alternativa ao país, se resumindo a ser um anti-PT.

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