As lições da eleição para Conselheiros Tutelares em Parauapebas

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A eleição para escolher os novos conselheiros tutelares em Parauapebas nos deixou várias surpresas e certamente, algumas lições…

Dentro desse novo prisma de supervalorização política do cargo, o que é um perigo aliás, pois com a necessidade de grandes estruturas e acordos, junto vêm os compromissos políticos, correndo o risco de que o objetivo inicial, que é salvaguardar e proteger os direitos da criança e do adolescente, conforme preconizado no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), seja colocado em segundo plano.

Apesar de algumas denúncias (não comprovadas) de irregularidades, o que eu gostaria de destacar neste artigo é o fato de que apesar dos pesares, ainda se vê espaço para manifestações políticas legítimas. Muita gente tentou candidaturas tipo “pé-no-chão” e se deu muito bem, porque mesmo não se elegendo, 500 votos nessa dinâmica de uma eleição de comparecimento não obrigatório, é uma enormidade e uma demonstração pessoal de força e articulação política.

Num espectro mais amplo, o destaque da eleição foi o PDT; com uma proposta de não fazer grandes investimentos, o partido emplacou dois conselheiros: Vanda Nascimento e Igor Vieira.

O PDT mostra, numa eleição segmental, a força que muitos apenas supunham que partido tem. Sem colocar nenhum medalhão, sem se utilizar de seus recursos políticos e influências dentro do governo, o PDT mostrou que é possível fazer política sem abusar, sem prevaricar e sem aparelhar o governo, o que compromete na base, a atuação do próprio conselheiro que se elegeu e já entraria devendo um mundo de favores a quem o “ajudou”.

A eleição para Conselheiros Tutelares é um microcosmo da eleição de 2020. Antecipa métodos, organização e intenção. Quem viver, verá.

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