Digo, repito, volto atrás e sigo. A tônica da política em Parauapebas

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A relação entre os Poderes, neste caso, Executivo e Legislativo em Parauapebas, sempre se mantém em uma linha tênue, em que a tensão sobre ela é intermitente. Há momentos em que a tensão está em baixa vibração, mas em outros ela vibra fortemente. Na gestão passada, por exemplo, o relacionamento foi muito conturbado, chegando ao ponto da formação de um grupo oficial contra o ex-prefeito Valmir Mariano (Começou com G-8, depois passou para G-5, G-3 até se encerrar) e que quase levou ao impeachment de Mariano. E isso sem falar dos sucessivos escândalos e acusações de corrupção envolvendo os Poderes citados.  

Na atual gestão do prefeito Darci Lermen, a relação com a Câmara de Vereadores sempre se manteve estável, com alguns momentos de instabilidade; quando um ou outro edil dirigiu criticas (algumas bem pertinentes e necessárias, e outras com claro objetivo político) ao governo municipal. Mas parece que nas últimas 72 horas (claro que isso é provocando por algo ou situação anterior e que às vezes vai se acumulando) essa relação vem se estremecendo.

José Pavão (MDB), desde o fim do ano passado com a eleição da Mesa Diretora da Câmara, tornou-se o líder do Governo na Casa de Leis, função antes exercida por Luiz Castilho, hoje presidente do Poder Legislativo. A questão é que Pavão até o fim da última segunda-feira, 15, havia afirmado que deixaria a liderança do governo Darci (segundo informações que foram repassadas ao Blog, a atitude do citado parlamentar foi desencadeada por conta de não ter sido recebido pelo Chefe de Gabinete, Roque Dutra e pelo prefeito Darci Lermen). No dia seguinte – que incluiu discurso na tribuna – o vereador Pavão voltou da decisão e reafirmou que continua sendo o líder do governo naquela Casa. Como dito no artigo de ontem (16), a relação entre os Poderes desandou nas últimas horas: “O trem estava no trilho, mas parece que voltou a descarrilar” (Leia Aqui)

Como dito no artigo citado acima, em um único dia o governo perdeu dois secretários e o seu líder no legislativo, mesmo este voltando atrás da decisão. Mas inegavelmente esses fatos apontam para o desgaste do Palácio do Morro dos Ventos no campo político. Como dito: o governo vinha de sucessivos avanços após mudanças em seu primeiro escalão, e que indicam um novo ritmo de gestão. Talvez o campo político (algo que o prefeito Darci Lermen domina como poucos) ainda precise ser visto com melhor atenção. Ou isso faz parte da estratégia do mandatário municipal dentro do tabuleiro político?

Em política, sobretudo a brasileira, o ato de “Digo, repito, volto atrás e sigo” tornou uma tônica. Em Parauapebas não é diferente. 

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