Helder Barbalho governou indiretamente o Pará

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No último sábado (07), Helder Barbalho deixou uma das cadeiras governamentais mais importantes do país: o Ministério da Integração Nacional. Uma pasta poderosa e disputada, que possui estrondoso efeito político a quem gere. Seguindo o rito da Justiça Eleitoral, o agora ex-ministro transmitiu o cargo ao seu diretor de infraestrutura, Antônio de Pádua. 

Helder deixa o governo de Michel Temer muito bem avaliado. Dois dias antes de sua saída, o presidente decidiu fazer a abertura com uma reunião dos conselhos da Sudam, Sudene e Sudeco no Palácio do Planalto. Logo no início de seu discurso, Temer disse que Helder “teve extraordinária produtividade” no ministério. “Quero dizer que, ao mesmo tempo que naturalmente lamento sua saída daqui a dois dias, também o cumprimento pelas novas missões que certa e seguramente vai desempenhar, sempre com sucesso”, afirmou.

O blog dividiu por setores as ações lideradas por Helder na condição de ministro:

1 – Desenvolvimento Regional:

– Investimento de R$ 318 milhões para aquisição de mais de 270 veículos como 46 caminhões-caçamba, 112 caminhões coletores de lixo, 14 lanchas, 45 retroescavadeiras e 54 motoniveladoras / Pavimentação e reurbanização de vias urbanas / Terminais pesqueiros.

– Investimento de R$ 80 milhões do Programa Água para Todos / implantação de sistemas de abastecimento de água em comunidades rurais e ribeirinhas / 180 mil pessoas beneficiadas.

2 – Defesa Civil:

– Obras e serviços para prevenção em orlas e áreas com risco de desastres / Investimento de R$ 304 milhões / 17 cidades beneficiadas.

– Visita com a equipe técnica da Defesa Civil Nacional / entrega de ações emergenciais.

3 – Projeto Belém “Porto Futuro”

– Investimento de R$ 31,5 para a primeira etapa / Obras iniciadas /  Integração e logística do porto com a cidade / Primeira etapa deverá ser concluída em 10 meses / Projeto irá mudar a cara e as perspectivas da região / Ofertas de serviços e atração de investimentos / Oportunidades, empregos e qualidade de vida/ No total serão três etapas onde o projeto das duas restantes estão sendo criados.

4 – Apoio ao setor pesqueiro

– Investimento de R$ 2,1 milhões para estruturar a piscicultura familiar no Pará /   projeto para profissionalizar pequenos e médios produtores / mais segurança alimentar e geração de renda / 800 famílias em 17 municípios.

– Articulação política para trazer obras do governo federal para o Pará

– Entrega de unidades do Programa Minha Casa Minha Vida / Inauguração de novas agências do INSS / Implantação dos Programas INSS Digital e Internet para Todos / Consolidação do Arco Norte / Derrocamento  Pedral do Lourenço / Conquista de 90 equipamentos de saúde como ambulâncias, consultórios odontológicos e unidades móveis de odontologia aos municípios / pavimentação da BR 308 / duplicação da BR 316 / construção da Ponte do Rio Araguaia / retomada das obras da BR 163 / recursos para ampliação de aeroportos / financiamento para dar continuidade às atividades do Museu Emílio Goeldi.

– Os fundos regionais foram fortalecidos / Com o facilitação da oferta de crédito para os empreendedores, os Fundos destinaram R$ 26,7 bilhões a investimentos em atividades produtivas nas regiões Norte, Nordeste e Centro- Oeste.

– O financiamento para aquisição e instalação de placas fotovoltaicas em residências ou condomínios residenciais passa a ter condições bastante facilitadas no Norte, Nordeste e Centro-Oeste do País. As linhas de crédito têm quase R$ 3,2 bilhões disponíveis para investimentos, associando juros muito abaixo das taxas de mercado e prazos mais longos de pagamento. Na região Norte, os juros anuais serão de 6,24% e com até 36 meses para quitação do financiamento, sendo dois meses de carência. Os interessados devem procurar os bancos operadores do crédito em cada região, no caso da região Norte, o Banco da Amazônia.

– Para 2018, o FNO promete liberar R$ 5 bilhões à disposição. O Pará receberá a maior parte dos recursos, em razão do tamanho da sua economia. A destinação de uma pequena parcela dos fundos constitucionais ao financiamento estudantil já garantiu, neste ano, R$ 190 milhões no Centro-Oeste, R$ 234 milhões no Norte e R$ 700 milhões no Nordeste. Esses recursos ajudarão a juventude a progredir no Ensino Superior, conquistando formação profissional e contribuindo para o desenvolvimento consistente de suas regiões.

Inegavelmente, Helder na condição de ministro fez muito pelo Pará. O blog fez um balanço, analisando dados e os números enviados pela assessoria do Ministério da Integração. Nesse período de 1 ano e 11 meses, o Pará recebeu mais de R$ 600 milhões de investimentos em todas as regiões do estado. Mostrou além de capacidade gerencial, habilidade política para buscar e – por que não – concentrar as ações de sua pasta ao Pará. Claro que todo esse empenho tem um objetivo: ser o próximo governador do Pará. Mas independente do processo eleitoral, Helder deixou a sua marca em Brasília e em solo paraense. Sem ufanismo, o herdeiro político de Jader, governou indiretamente o Pará. Resta saber se todo esse volumoso portfólio de ações será suficiente para encerrar a dinastia tucana e de aliados que já dura duas décadas.  

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