Jatene longe de Miranda

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O pré-candidato ao governo do Pará, Márcio Miranda (DEM), escolhido pelo governador Simão Jatene para disputar o Palácio dos Despachos, já imprime intensa agenda pelos municípios do interior do Pará. Mais de uma dezena de municipalidades paraenses foram visitadas pelo presidente da Assembleia Legislativa (Alepa) e sua comitiva nas últimas duas semanas, com a presença ilustre de maior importância, Izabela Jatene, filha do governador e a mais poderosa secretária do governo do Estado.

Como previsto, anunciado e confirmado com a desistência de ser candidato, Simão, resolveu ligar o “piloto automático”, e se retirar de qualquer ação direta, pelo menos, por enquanto. Izabela representa o pai nos eventos e inaugurações. Impedida de concorrer a qualquer cargo pela permanência do pai (havia a pretensão, caso Jatene deixasse o cargo, de Izabela ser candidata a deputada estadual, de olho, na Prefeitura de Belém, em 2020), abriu-se um leque de possibilidades de apoios dentro do grupo do PSDB, dos que irão disputar o parlamento estadual.

Na comitiva quase homogenia do governo, a presença constante do deputado Celso Sabino chama a atenção. O referido é considerado “Persona non grata” nas regiões sul, sudeste e oeste do Pará. Tudo por conta da campanha pela divisão territorial do estado, em 2011. Sabino foi um dos principais defensores da manutenção do território paraense, sem a criação de novos entes federativos.

Informações chegadas ao blog confirmaram que em seus discursos pelos municípios do sul e sudeste do Pará, Celso não foi importunado sobre o seu posicionamento e defesa no plebiscito. A sociedade sete anos depois, parece ter esquecido os principais agentes daquele processo plebiscitário. Segundo fontes palacianas, Celso pode ter herdado de Izabela a vaga de candidatura principal do governo ao parlamento estadual, por isso, a sua presença obrigatória nos eventos.

Conforme adiantado pelo blog em fevereiro (sem ainda à época a definição da saída ou permanência de Jatene no cargo de governador), a melhor alternativa que Miranda teria, seria o afastamento de Simão, o descolamento da imagem de ambos; tamanho é o desgaste político que o governador do Pará carrega consigo. Miranda está sendo e continuará a ser o personagem principal de todas as ações vindas do Palácio dos Despachos; o procedimento praxe de mantê-lo em evidência e melhorar a sua imagem, mesmo sendo o representante de uma gestão impopular.

Por outro lado, fomentado por sua atual situação de coadjuvante, Jatene mantém o seu preferido status quo: sem muitas obrigações, sem a correria de agenda de governo; segue cantando, dançando e pescando.

2 Comentários

  1. Pode-se citar dois impeditivos da campanha do Márcio Miranda, a falta de carisma e a sombra do Jatene e do PSDB. Mas o que falta nele em carisma sobra em articulação política, todos o elogiam pelo perfil “agregador” é na fidelidade aos cumprimentos de acordos e há de se lembrar que o mesmo, no caso Márcio Miranda, não tem em seu nome nenhuma denúncia de corrupção, que no cenário macro eleitoral, no que concerne a maioria dos eleitores é um ponto a favor de simpatia.

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