Márcio Miranda iniciou a jornada pelo Palácio dos Despachos

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Na última quinta-feira (07), no acanhado Pará Clube (bem distante do costumeiro local que os tucanos gostam de iniciar as caminhadas eleitorais, pelo menos, é assim a quase duas décadas: a quadra do Sesi – em recente entrevista ao lendário jornalista Tito Barata, o publicitário do PSDB, Orly Bezerra, disse que o referido local traz sorte) aconteceu o lançamento da pré-candidatura do deputado estadual Márcio Miranda (DEM) ao governo do Pará.

No palanque estavam 29 deputados de vários partidos, mais de 50 prefeitos e três candidatos ao Senado – Flexa Ribeiro (PSDB), Sidney Rosa (PSB) e Osmar Nascimento(PDT). Portanto, pelo quantitativo de mandatários municipais, Miranda, a priori, pode contar com o apoio velado de pouco mais de 1/3 dos prefeitos (levando em consideração o quantitativo máximo de 144 municipalidades). Em termos de aporte político-eleitoral, Miranda inicia a jornada em boas condições.

Além de relativa base eleitoral que já mantém, o atual presidente da Assembleia Legislativa (Alepa) terá a máquina estadual a seu favor. A última eleição para governador, ficou claro o poder e a influência do uso da referida estrutura governamental no resultado eleitoral.

A questão – como já abordei diversas vezes – será a posição de Miranda. Ele sabe que o governo de Simão Jatene vive o seu pior momento, superando o de 2006, quando o PSDB perdeu a eleição para a petista Ana Júlia (que incluí diversas variantes que não cabe abordar neste momento). A dinastia tucana que no fim do ano corrente completará 20 anos, sofre o desgaste natural que a política impõe a um grupo de poder que governa por um elástico período temporal.

Aparentemente, pelo menos publicamente, Jatene parece ter acalmado os ânimos dentro do ninho tucano e ter conseguido a convergência não só de seu partido, mas de aliados em torno do nome de Márcio Miranda, que sem dúvida, como já afirmei antes, é a melhor opção dentro de um leque de nomes que estão mal avaliados, portanto, com altas rejeições, como o de Zenaldo e Pioneiro; e outros que não teriam projeção de crescimento como Márcio Miranda.

As pesquisas que foram realizadas até o momento para o governo do Pará, colocam o presidente da Alepa em segundo lugar (13% a 15% – dependendo da margem de erro e metodologia aplicada de cada instituto). Miranda começou com sete dígitos quando seu nome foi lançado como opção de voto e dobrou em poucos meses. Essa é a questão que Jatene e seus aliados se agarram, ou seja, a promissora linha de crescimento, que dependendo das circunstâncias político-eleitoral poderá atingir próximo dos 38% (período de pico de campanha).

Do outro lado, seu principal adversário, o ex-ministro Helder Barbalho, mantém a liderança com folga, porém, sem conseguir crescer, ultrapassar a margem dos 35% (que só é conseguida com estiramento da margem de erro de pesquisa). O Barbalho mesmo com toda a estrutura de um ministério de grande projeção nacional, com um dos maiores orçamentos da República, não conseguiu projetar os seus números que se mantém estacionados, com pouca variação a mais de um ano (muitos analistas afirmam que Helder atingiu o seu teto e que a margem que ainda pode crescer é de no máximo três a quatro pontos).

O desafio de Miranda será – como já abordado em outros textos – de mostrar ao eleitor que poderá fazer mais; que mudará as diretrizes políticas que a dinastia tucana promove; que buscará maior integração regional e políticas sociais que funcionem. Tem que fugir da imagem do “mais do mesmo” que o grupo adversário irá impor ao seu nome. Terá que fazer mais e melhor que seu antecessor. O tiro de partida foi dado, o jogo tende a esquentar. Mais uma eleição com mais uma bipolaridade pela disputa da cadeira política mais importante do Pará. Fortes emoções estão por vim. Aguardem.    

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