O “ensurdecedor” silêncio sobre o caso Teori

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Chega a incomodar, a fomentar as mais diversas teorias conspiratórias a morte do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki. Mais misterioso do que o próprio sinistro em Parati, litoral do Rio de Janeiro, é o que veio após o fato. Todas as investigações estão sob segredo de justiça, ou seja, não se pode divulgar ou liberar publicamente informações sobre o ocorrido.

Hoje (19) completam-se dois meses do fato e nada de concreto torna-se público. Nem as razões técnicas que fizeram a aeronave Hawker Beechcraft King Air C90, uma das mais seguras do mundo cair metros antes de tocar o solo em procedimento de pouso. A grande mídia se apressou e criou na opinião pública problemas relacionados ao clima e erro humano, neste caso do piloto.

Parece ser normal, algo corriqueiro, uma simples fatalidade, obra do destino, um ministro do STF, relator da maior operação investigativa da história da República, perder a vida dias antes do mesmo homologar as delações da empreiteira Odebrecht e que levaria quase metade da classe política de Brasília para o patamar de réus, para serem na prática investigados. Teori deixava claro que tornaria de domínio público as delações que homologaria. Diferente do que ocorreu, após a sua morte, quando a presidente do STF, ministra Carmen Lúcia, tornou sigiloso o conteúdo e nomes que estão na famosa lista.

Hoje (19) completou-se dois meses do sinistro. A data passou sem ser notada pelos principais veículos da grande mídia. Pelo visto, o fato ocorrido em Parati, deverá – a exemplo de muitos outros casos não explicados – ser mais um dos segredos da política brasileira e pior, sem solução ou jogado ao senso comum.

 

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