O PMDB é a representação do “pântano” no século XXI

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Após o término da Revolução Francesa, em 1799, período em que a França, particularmente a sua capital, Paris, passou por grandes transformações. A estrutura social no formato de pirâmide: clero (em menor número, ocupava o topo); a burguesia (parte do meio) e a parte mais larga, a base, representada pelos camponeses, artesãos e pequenos burgueses, desencadeou uma das maiores revoluções sociais dos últimos séculos.

Após esse processo de ruptura social que seria um marco para as novas mudanças que estariam por vir no mundo naquele final de século, promoveu a queda do absolutismo como regime de governo, instaurando-se a Assembleia Nacional Constituinte. E é sobre ela a proposta deste texto. Relacionar o cenário político atual no Brasil, especialmente o PMDB e sua postura enquanto partido com o perfil do referido colegiado francês.

Na configuração da assembleia que iria gerir o país, pós-revolução, dividiu-se o novo espaço político em três grupos: Girondinos que se sentavam à direita do parlamento; Jacobinos que se posicionavam à esquerda e os que integravam a ala chamada “pântano” que ficavam ao centro. Eram de um dos dois lados opostos conforme a comodidade que a ocasião pedisse. Neste último grupo é que se enquadra do PMDB. O partido político mais fisiologista do recente do período republicano brasileiro.

O Partido do Movimento Democrático Brasileiro, fundado em 1980, substituindo o antigo MDB, oposição ao regime militar, foi a legenda responsável pelo processo de redemocratização, em 1985, ano em que se retomou o período democrático ao cenário político do país. Quando não esteve no poder de forma indireta, via José Sarney e Michel Temer, o PMDB sempre apoiou o grupo político que estava acomodado no Palácio do Planalto. A referida legenda foi de FHC, passando por Lula, à Dilma, sem cerimônias ou constrangimentos.

Portanto, a analogia do período francês há mais de dois séculos com o período atual não é exagero (guardadas as devidas proporções temporais). O PMDB para se manter no poder central faz de tudo, independente de ideologia ou cor partidária. É o poder pelo poder.

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