Paulinho Fonteles, PRESENTE!

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Ontem em meio a um dia corrido, dez aulas em um intervalo de tempo de 10 horas…. Fiquei sabendo da triste notícia do falecimento prematuro de um dos maiores símbolos da Esquerda paraense. Nos deixava Paulo Fonteles Filho. Seu pai, Paulo Fonteles, foi advogado e ex-deputado estadual, fundador da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos, que sobreviveu à prisão política e torturas durante a ditadura militar, guerrilha do Araguaia e foi assassinado no dia 11 de junho de 1987. Sua mãe, a socióloga Hecilda Veiga, foi presa grávida e ele nasceu em pleno cárcere.

Só essa breve apresentação se cria admiração ao Paulinho. Ele tinha o respeito e consideração até de pessoas de campo ideológico diferente ou aqueles que tinham interesses distintos às bandeiras que o referido defendia. Seu pai tornou-se um mártir para a Esquerda do Pará, assassinado por combater a grilagem de terra e defender os Direitos Humanos.

Da minha geração não tinha um jovem belenense que não tivesse ouvido ou sabia da história dos Fontele. Primeiro a representatividade de Paulo e a continuação da luta de Paulinho. Para os que militavam à esquerda, a história de luta era um intenso e necessário processo de oxigenação dos ideais.

Paulinho se propôs a seguir o caminho do pai, manter a sua história de luta viva e assim fez por toda a sua vida. Aos 45 anos encerra a sua jornada aqui. Mas igualmente ao pai, deixa o seu legado. Uma grande perda aos que se colocam do lado da defesa do próximo, das causas sociais e na busca de um mundo menos desigual. Minha solidariedade aos familiares, aos companheiros do PT e aos camaradas do PCdoB. Avante, Paulinho, sempre PRESENTE.

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