Pesquisa Data Folha – cenário de incertezas: sem Lula, Bolsonaro lidera

Compartilhe nas redes sociais.

A pesquisa do Instituto Data Folha era aguardada com ansiedade. Tudo porque seria o instrumento balizador dentro de um cenário turvo, quase intangível, em um período de firmamento de diversas pré-candidaturas e com tempo considerável de análise sobre os impactos da prisão do ex-presidente Lula. A pesquisa foi lançada neste último domingo (10) e entrevistou 2824 eleitores de 174 municípios brasileiros, com margem de erro de 2%.

Lula mantém a liderança com 30% das intenções de votos, seguido por Jair Bolsonaro (17%); Marina Silva vem em terceiro com 10%; Ciro Gomes e Geraldo Alckmin, ambos com 6%. O que chama atenção é a margem dos entrevistados que declaram não saber em quem votar: 21%, portanto, ocupando o segundo lugar.

Em análise comparativa, agora sem Lula e sem o PT lançando candidatura, o cenário muda: Jair Bolsonaro passa para 19%; Marina Silva vai a 15%; Ciro Gomes chega a 11% e Geraldo Alckmin sobe um ponto, ficando com 7%. O volume de indecisos impressiona, chega – sem Lula no páreo e sem a presença de candidatura do PT a 34%.

No cruzamento dos dados fica claro que, sem Lula, grande parte de seus eleitores não definiu ainda em quem votar; o nível de transferência de votos do ex-presidente se concentra em dois nomes: Marina Silva e Ciro Gomes; Bolsonaro oscila pouco (2%) e não há transferência ao candidato do PSDB, Geraldo Alckmin.

Alckmin não consegue passar dos 7%, continuando no quarto (sem Lula) e quinto lugar (com a presença do petista) nas pesquisas. E elas (independente de instituto ou metodologia aplicada) não apontam em nenhum cenário, margem de crescimento para o ex-governador de São Paulo. O que pode deixar o PSDB pela primeira vez desde 1994, fora de um segundo turno na eleição presidencial.

Portanto, inegavelmente, Lula continua (independentemente de ser ou não candidato) a ser o centro, o principal personagem dentro do tabuleiro político-eleitoral brasileiro. Que inclusive, a sua ausência altera completamente o processo de registro de votos. A exemplo: se a candidatura de Lula for registrada e após a inclusão na urna (tecnicamente chamado de inseminação da urna – inserção de dados dos candidatos e partidos, sem que possa sofrer alteração, conforme a legislação eleitoral) seu nome e número constarão ao eleitor. Portanto, quem votar no ex-presidente petista terá o seu voto invalidado. E qual a consequência direta disto? Caí o total necessários de votos válidos. Mas isso será assunto para o próximo post.

Be the first to comment

Leave a Reply

Seu e-mail não será publicado.


*