Zequinha em busca de uma vaga ao Senado

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O vice-governador do Pará, Zequinha Marinho (PSC) vem imprimindo uma intensa agenda política pelos interiores do Pará, mais especificamente em seus redutos eleitorais, regiões sul e sudeste. Dezenas de reuniões, visitas, andanças pelos locais mais afetados pelas torrenciais chuvas do inverno amazônico, além dos desdobramentos das cheias dos rios, ocasionando as calamitosas enchentes, foram feitas pelo líder do Partido Social Cristão.

Todos esses eventos políticos de Marinho na condição de vice estão ligados diretamente ao mandato de sua esposa, a deputada federal Júlia Marinho, que, diferente do marido, já definiu o seu futuro político: disputará à reeleição.

Em suas ações, o vice-governador deixa claro que está em pré-campanha. O perfil de ação não é quem detém o segundo posto político mais importante atualmente da política paraense, ou que foi designado pelo governador para acompanhar e levantar as dificuldades das referidas regiões. Pelo contrário, Zequinha e Jatene não comungam há muito tempo do mesmo projeto político. Caso estejam do mesmo lado, ou cheguem a um acordo, isso ocorrerá se os interesses políticos de Marinho forem atendidos pelo governador. Enquanto isso não se define (o acordo com Jatene, se sai ou fica no governo até o final) ambos se mantém em diferentes projetos.

A disputa pelo governo do Pará levanta a cada momento novos caminhos e contornos, mantidos e alimentados pelas especulações que surgem, e que são rotinas em ano eleitoral. Independente de fechar acordo com o governador, Zequinha sabe que precisa se cacifar politicamente. Promover política quase sozinho, sem a estrutura que gostaria (como o próprio já deixou claro em entrevista ao jornal Diário do Pará, da família Barbalho, que se mantém a “pão e água” desde 2015, por ter sido isolado por Jatene dentro do governo), por isso, claramente em suas ações deixa a figura de vice-governador de lado e se coloca como pré-candidato ao Senado, como o próprio prefere, sendo este o seu “plano B”.

O primeiro plano, como sabe-se (e que já foi abordado diversas vezes por este blog) seria ser o candidato ao governo, com a saída em abril de Jatene. Mas essa hipótese não existe por parte do governador, que já afirmou que, se for necessário, fica até o final (o que Simão não deseja).

Cabe, portanto, a Zequinha continuar a sua atuação política, colocar o pé na estrada. Se lhe for prometido uma vaga ao Senado, tanto por Helder, ou por Jatene, ele precisa buscar apoio e votos, haja vista, que não será – para ambos os lados – o candidato oficial.

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