Pesquisa CNT/MDA Aponta Queda da Popularidade do Governo Bolsonaro: o Palanque Continua Armado. A Gestão do País Começará Quando?

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O governo Bolsonaro não precisa de oposição. Ele é a própria oposição. Desde o início do novo governo que venho analisando quase que diariamente os acontecimentos políticos que o envolve. É algo de ofício deste blogueiro. E alinhado a isso está um volumoso nível de críticas que recebo por expor em meus textos os meus pontos de vista sobre o governo.

A cada semana uma narrativa ou ação desastrosa. Repito: a oposição ainda não “entrou em campo”. Nem foi necessário tal ação. Estamos fechando o segundo mês da gestão e até o momento nada concreto, nem, pelo menos, uma linha de trabalho que aponte uma diretriz que o governo tende a seguir.

E isso não é crítica pela crítica. Já há fundamentação real, através de pesquisas que apontam que o governo Bolsonaro não disse a que veio e já não empolga grande parte de seus apoiadores, que aliás, são bem fervorosos em defender o capitão-reformado.

Ontem, 27, foi divulgado os números da pesquisa CNT/MDA sobre a avaliação do governo Jair Bolsonaro. A primeira pesquisa desde a posse do militar. Seus números deixam em alerta o Palácio do Planalto, pois, segundo a pesquisa, o governo é visto como bom ou ótimo por 38,9% da população.

A série histórica das pesquisas CNT/MDA mostra que o desempenho de Bolsonaro é o pior de estreia de mandato desde 2003, quando Lula tomou posse pela primeira vez. Na primeira pesquisa da CNT/MDA sobre o governo do petista, em janeiro daquele ano, a aprovação foi 56,6%. No segundo governo, a popularidade na primeira pesquisa chegou a 49,5%.

Os primeiros meses de Dilma Rousseff foram considerados bons ou ótimos por 49,2% dos brasileiros. Consideraram regular por 37,1% e ruim ou péssimo por 9,3%. No segundo mandato – em meio a polarização política, recessão e o início da Lava Jato – o desempenho da petista despencou: em março de 2015, a popularidade caiu a 10,8% e os que consideravam o governo ruim ou péssimo chegaram a 64,8%.

Segundo dados da pesquisa e que foram publicitados pela revista Carta Capital, os que avaliaram o governo Bolsonaro como regular foram 29%, e 19% consideram a estreia do pesselista ruim ou péssima. Outros 13,15% não souberam opinar. Foram ouvidas 2.002 pessoas, entre os dias 21 e 23 de fevereiro. Na avaliação pessoal, Bolsonaro é aprovado por 57,5% dos brasileiros. 28,2% desaprovam e 14,3% não souberam opinar.

Isso é reflexo da própria atuação do governo, que para alguns de seus integrantes (incluindo o presidente) ainda não desceram do palanque, continuam em campanha eleitoral. Outro ponto é a própria narrativa, em sua maioria de conteúdo desastroso que gera polêmicas, respingando negativamente na imagem do governo.

Indisfarçavelmente, o governo transparece a sua incapacidade gerencial e de articulação política. Aliás, como dito pelo blog, cristalizado em um artigo recente: “Governo Bolsonaro sem articulação política na Câmara; Rodrigo Maia assume. Em jogo a reforma da Previdência”, pode-se confirmar o que foi analisado. (Leia Aqui).

Com a popularidade caindo e frágil na relação política com o Congresso Nacional, são dois sintomas que já acompanhamos recentemente e o resultado foi trágico. A ver.

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