A arte de escrever e a preocupação de ser esquecido com seu mundo barulhento

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O mundo globalizado do século XXI, vive numa constante fase de renovação e “respira” tecnologia. O escritor está perdendo seu espaço. Os livros estão desaparecendo, as revistas não são compradas como passa tempo, o jornal impresso não é importante com suas informações limitadas, pois os fatos mudam em segundos com novas informações.

Escrever é um dom, um passa tempo, coisa de doido, coisa de pessoas “atoa”, as vezes é trabalho, dentre outros adjetivos observados no dia a dia.

A população brasileira não é muito interessada em leitura! Observando colegas de turma quando perguntados sobre seu interesse em leitura, boa parte disse que ler dá sono, uma minoria disse que gosta de jornais, mas que não lê a matéria completa e a maioria gosta de redes sociais.

Ser escritor se tornou um desafio para os escritores brasileiros, onde a população não tem hábitos de ler. Com isso, a minoria dos leitores ativos podendo chamá-los até de “viciados em livros”, também tem suas singularidades, pois menosprezam os escritores nacionais, priorizando autores de outros países. Pode ser influência da crítica e a preferência das editoras em não querer perder tempo com um escritor desconhecido, para apresentar ao mundo. São muitos fatores que estão extinguindo os escritores nacionais.

Um dos escritores que me fez passar raiva com sua escrita e depois morrer de amores ao “traduzir” com o dicionário o que estava querendo transmitir, foi Machado de Assis, com o livro “Dom Casmurro”. Perturbando muitos leitores com seu final duvidoso. Quem é o pai de Ezequiel? A única certeza é que Capitu é a mãe. Dúvida eterna!

Machado de Assis é um clássico na literatura brasileira, falecido a muitos anos, que deixou um legado com várias histórias intrigantes. Podendo citar outros ícones da literatura como Graciliano Ramos, Aluísio Azevedo, Cecilia Meireles, dentre outros. Depois dos clássicos poucos escritores conseguiram um espaço no mundo da escrita, como Paulo Coelho.

O escritor da atualidade rema contra a maré, para encontrar seu espaço. Admira bibliotecas, clássicos literários, ama o cheiro de livros velhos e tem paixões por livros de capa “dura”, entre essas e outras particularidades é difícil concordar com os e-books, mas como o escritor não é egoísta, entende que mesmo sem poder ver bibliotecas abarrotadas ou livrarias com filas caracol, para sua noite de autógrafos e poder sorrir ao saber que mais alguém vai entrar em parte de seu mundo barulhento. Está conformado com a nova tendência, pois sabe que alguém vai ter dúvidas ou amores por suas histórias, mesmo sem poder apreciar uma estante abarrotada.

Escrever é uma arte e aos poucos está se extinguindo, a humanidade está moderna demais para ler um livro. Os problemas estão aparecendo e o livro não é opção como passa tempo. As pessoas preferem conversar por áudios ou mandar mensagens com abreviações e gírias distantes da norma culta.

A história também não foi justa com as mulheres escritoras, existe poucas conhecidas como referência literária e como no passado a mulher não era valorizada pelo que sabia ou queria expressar, muitas usaram pseudônimos para não sofrer discriminação da sociedade, isso quando sabia ler e escrever.

No mundo moderno a discriminação diminuiu, pois, a mulher a cada dia conquista seu espaço e a sociedade está mais flexível. No entanto há muito o que melhorar! Ser escritora não é fácil, e como toda mulher, desistir não é uma opção em pauta.

Bater nas portas, usar as redes sociais e mídias é uma boa maneira de divulgar trabalhos, pois a tecnologia não é um monstro, quando bem utilizada. O e-book é uma maneira de alcançar a nova geração, é um “grito” pela existência de uma cultura que aos poucos desfalece. A cada dia fica mais difícil escrever uma redação ou um texto qualquer, com uma caneta de verdade, sem o corretor de texto.

O lunático escritor que vive em duas dimensões, da realidade e da fantasia, está na terra buscando atenção, para seu mundo imaginário, onde finais felizes acontecem dando lugar para a distopia. No mundo moderno é difícil encontrar viciados em leitura, e dessa maneira se tornar um clássico e pregar duvidas em seus seguidores, se tornou um desafio, pois todos sabem que a tecnologia é um oponente que não gosta de dividir.

Rosângela Paixão, atualmente estudante de uma faculdade privada em Parauapebas, onde cursa Administração. 

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