A cartada final de Helder

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Na manhã desta sexta-feira 13, em suas redes sociais, o governador Helder Barbalho pediu votos para o seu candidato a Prefeitura de Belém, José Priante (MDB). Como vem fazendo sistematicamente, o mandatário estadual reforçou a necessidade de parceria entre os Palácios Antônio Lemos e do Governo, para que a capital paraense possa sair do atual estado de abandono.

Tal processo de convencimento do eleitorado, via parceria entre os entes federativos citados, não é novidade. O PSDB fez isso com aliados e correligionários e, infelizmente, o resultado não foi dos melhores. A promessa de parceria para melhorar a gestão, na prática, não se tornou realidade. A dinastia tucana de 20 anos (doze deles governando com aliado e correligionário no comando da Prefeitura de Belém) promoveu cenário de terra arrasada na capital paraense.

A maioria das pesquisas apontam que Priante será o outro nome a compor o segundo turno ao lado de Edmilson Rodrigues (PSOL). Como já dito aqui, o Instituto Doxa em seus levantamentos põe em xeque a vice-liderança do emedebista, o colocando em empate técnico (dentro da margem de erro) com o candidato do Cidadania, Thiago Araújo (Leia Aqui).

Desde quando assumiu o maior posto político do Pará, Helder Barbalho vem articulando para fazer o maior número possível de prefeituras. Não é novidade que a capital paraense é a prioridade – pensando em 2022 – dentro do tabuleiro político-eleitoral do governador. Da mesma forma que o eleitorado belenense foi fundamental para a sua derrota, em 2014; em 2018, foi quem decidiu a seu favor contra os tucanos e aliados. Por lá, não há garantia que o ocorrido há dois anos, possa se repetir em 2022. Por isso, a importância de, primeiro, Priante ir ao segundo turno, e, depois, quem sabe, vencer a disputa.

Como já dito, do outro lado da BR-316 a disputa está definida com a vitória tranquila de Daniel Santos (MDB); falta definir em Belém. Resta saber se na capital paraense o mandatário estadual conseguirá levar o seu candidato ao segundo turno, que já será um grande feito. O próximo passo é tentar elegê-lo. Se o MDB assumir o Palácio Antônio Lemos, Helder dará um passo importante para a sua reeleição. Em caso de derrota, o fantasma de 2014 poderá começar a rondar o gabinete mais importante do Palácio do Governo. A ver.

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