A confirmação da apologia à incompetência

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Ferramenta inédita lançada pela Folha em conjunto com o Datafolha neste ano eleitoral mostra quais prefeituras entregam mais serviços básicos à população usando menor volume de recursos financeiros. O Ranking de Eficiência de Municípios – Folha leva em conta indicadores de saúde, educação e saneamento para calcular a eficiência da gestão e apresenta dados de 5.281 municípios, ou 95% do total de 5.569.

Numa escala de 0 a 1, só 24% das cidades ultrapassam 0,50 e, por isso, podem ser consideradas eficientes. Pesquisa nacional do Datafolha mostra que só 26% dos brasileiros aprovam a gestão de suas prefeituras. O levantamento revela que nos 5% menos eficientes, com índice de até 0,30, o funcionalismo cresceu 67% entre 2004 e 2014, em média. A população aumentou 12% no período.

Relatório construído pelo jornal Folha de São Paulo em conjunto com o Data Folha mostrou de forma inédita predominância da cultura da apologia à incompetência que reina no território nacional. De forma quase generalizada o país mergulha cada vez mais no atraso por conta da incompetência gerencial de milhares de prefeitos.

Sem novidade, Parauapebas aparece no pelotão de trás, virou retardatário. Na escala de 0 a 1, a “capital do minério” aparece com 0,2 na 5108º posição, de um total de 5281 municipalidades brasileiras. Se formos levar em consideração o volume de recursos que a prefeitura dispõe (orçamento estimado em 1,1 bilhão para o ano corrente, autorizado pela Câmara) deveria colocar Parauapebas em um patamar muito melhor, no pelotão da frente, em posição de destaque. Mas a realidade é outra. E não se resume apenas a “capital do minério”, mas no estado do Pará de forma geral.

O estudo faz referência direta entre a aplicação de recursos e atendimento da população em suas necessidades básicas mais emergentes. Portanto, em Parauapebas essa relação é ineficiente, atestado na pesquisa realizada. Essa incompetência não está restrita apenas ao atual governo, mas em todo um processo histórico do município, em seus 28 anos de emancipação político-administrativo. A de ser imaginar o volume arrecadado até hoje da CEFEM, com certeza faria inveja a estados brasileiros.

Desde quando cheguei aqui, no fim de 2014, venho debatendo sobre a dependência mineral e não só isso, mas a utilização dos recursos financeiros que vinham de tal atividade e voltariam como benfeitorias aos cidadãos parauapebenses. Basta sair da parte mais central da cidade que se percebe o caos urbano e a falta de ação pública do poder municipal.

Como venho alertando desde 2015, o atual governo municipal gasta muito e gasta mal. O reflexo disto está fundamentado neste relatório, que nada mais faz do que autenticar a realidade, que infelizmente cobra a conta dos que mais precisam. Apologia à incompetência tem um preço e ele é alto.

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