A era Bolsonaro e o populismo na palma da mão

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O Brasil tem passado nos últimos tempos, por uma fase importante da participação popular, se tratando do rumo político que o país caminha. Entretanto, as posições ideológicas, religiosas e partidárias têm alcançado cada vez mais os grupos sociais que se organizam e se diferem nas posições dos discursos, nas reivindicações apresentadas em grandes protestos e na polarização das discussões de diferentes crenças religiosas.

Após a calorosa campanha eleitoral de 2018, o grupo que venceu a disputa, passou a utilizar com maestria essa participação popular, nos diferentes grupos da sociedade. Aproveitando o momento de notória divisão política e uma forte paixão por um projeto apresentado como solução para o futuro do país. A rede social se fortalece nesse campo e se torna ferramenta importante para as discussões e até mesmo para propagar a intenção do novo governo. As discussões em torno das decisões tomadas pelo presidente e seus aliados, são defendidas com veemência pela ferramenta de mídia pessoal, que cabe na palma da mão.

Os debates tem ganhado força com o “clicaço” diariamente, basta o anúncio de uma nova ideia, de um novo projeto, e lá está o debate já se organizando. Mas algo parece não está em sintonia com essa transformação, as crises internas, parecem não sair com a mesma intensidade.

A principal alternativa para divulgar o governo, suas ações e suas intenções na construção para formatar o Brasil, parece estar no caminho certo, porém a maior certeza que tem se fortalecido, é que a Direita tem impulsionado seus fiéis militantes a defender seu jeito de trabalhar, da mesma forma que a esquerda, convencendo e levando para as grandes avenidas, o povo que, independente da cor da bandeira política, da placa da igreja ou do time de futebol, falam o mesmo idioma, e defendem o mesmo país, apenas com idéias diferentes. Mas o que não se deve esquecer jamais, é que a notícia precisa ser dada por completa, e que as crises internas, precisam se tornar públicas, para que o eleitor conheça por inteiro o perfil do governo que se consolidou com o voto popular.

Yuri Sobieski é estudante de Direito. 

2 COMENTÁRIOS

  1. É a segunda revolução na comunicação. A primeira foi com Gutemberg. Popularizar significa romper o muro que resguardava os segredos das negociatas e falcatruas do 3 Poderes no Brasil, Aí surge o chamado 4º Poder, a imprensa, que faria o papel de “voz do povo”, mas que imediatamente foi cooptada e achou melhor fazer parte do esquema intra-muros e ajudar a esconder os bastidores dos Poderes. Em troca de muito dinheiro, e também subordinada à legislação que restringia suas ações. A popularização das campanhas e da Política em geral é o rompimento do muro que separava os Poderes instituídos da população.

    • Exatamente isso!!!
      No poder, a esquerda encontrou no conchavo com a grande mídia os caminhos e a maneira de manobrar o congresso, o senado, os sindicatos e as ONGs via os rios de desvios das estatais e grandes empreiteiras enquanto a Direita embora fora do poder, observava e sabia o que teria que fazer para cessar esse ciclo espúrio o qual embora tenha levado muita gente grande prá cadeia ainda há esquerdas de plantão idolatrando presidiário e insistindo em defende-los.

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