A “Era Trump”. Pior para o mundo

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No último dia 20, Barack Obama passou o cargo político mais importante do mundo para o seu sucesso, o republicano Donald Trump, que se tornou o 45º presidente americano, desde George Washington. Como esperado, o evento na capital americana foi um dos menores em presença de público. A posse de Trump não estimulou o estadunidense para sair de casa, mesmo em um agradável dia no centro do poder político americano.

O mundo aguardava com ansiedade e certo receio a posse do republicano. Donald já vem causando polêmica desde quando venceu a eleição contra a democrata Hillary Clinton. Em diversos pronunciamentos após o resultado da disputa eleitoral, prometeu revogar diversas ações e políticas públicas de Obama e implementar muitas de suas propostas polêmicas (que vão de encontro as do democrata) dentre elas: a restrição aos imigrantes, sobretudo, aos ilegais, em especial os mexicanos e cortes na política de assistência social, ampliada por Obama.

Trump e sua visão extremamente mercadológica, promete ser um presidente voltado aos mercados e não a governos e pessoas. A política de seguridade social, em especial a saúde, implantada em partes por Obama, já deve ser revogada nos próximos dias. Nos Estados Unidos não há sistema de atendimento público de saúde como no Brasil, por exemplo. Por lá, o cidadão paga por atendimento.

No campo das relações internacionais, as mudanças deverão ser mais profundas. O novo presidente americano já deixou claro que não fará esforços para manter relações diplomáticas com diversos países, inclusive os aliados dos Estados Unidos. Suas declarações sobre a Europa foram repudiadas pelos principais líderes daquele continente. Trump já elegeu a Rússia como o maior inimigo dos americanos. Na relação com o mundo islâmico, nada de conversas ou planos de paz. O novo comandante da Casa Branca aumentará o poder de guerra contra quem segue o Islã. Na relação com Cuba, o avanço diplomático está ameaçado. O republicano deverá revogar as flexibilizações  na relação entre os países, implementado pelo governo passado.

Em seu segundo dia empossado, Trump já se depara com milhares de pessoas protestando nas ruas de dezenas de cidades americanas contra o seu governo, que mal começou. Esses protestos ainda são desdobramentos dos anteriores, quando se divulgou a vitória do republicano.

As populações mais pobres e os nichos sociais historicamente discriminados sabem que a vitória de Donald Trump representa atrasos e menos assistência aos menos abastados. A crise econômica de anos passados, trouxe a realidade americana mais de 30 milhões de pessoas quase sem renda. E a recuperação lenta da economia, não diminuiu satisfatoriamente esse exercício.

Donald Trump será o homem mais poderoso do planeta. Uma grande incógnita paira sobre a geopolítica mundial. Apesar de não ser uma unanimidade dentro do próprio partido, Trump, ao contrário de Obama, terá a maioria no Congresso, o que torna o seu governo mais forte e livre. A vitória do republicano é uma realidade incontestável. Pior para o mundo.

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