A escolha familiar. A manutenção do poder no clã. A reação do Mercado. A divergência interna na Direita

Na tarde da última sexta-feira, 05, a decisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso na Polícia Federal, de Brasília, pegou todos de surpresa. Poucos, só os mais próximos sabiam de forma antecipada do veredito: Flávio Bolsonaro, o chamado “02”, senador da República, se tornou o nome do PL para disputar a Presidência, no próximo ano.

A notícia pegou a todos de surpresa. O nome mais cotado era a do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que já se apresentava como pré-candidato à cadeira política mais importante do país. Além disso, era um nome bem aceito na Direita, menos pelo clã Bolsonaro, que mantinha ressalvas ao mandatário paulista.

Reação do Mercado

Quando o nome de Flávio Bolsonaro foi anunciado como pré-candidato à Presidência da República, o Mercado reagiu mal. O Ibovespa fechou a sexta-feira (5) em forte queda de 4,31%, aos 157.369 pontos. É o maior tombo desde fevereiro de 2021, quando a bolsa recuou 4,87%. Como esperado, por outro lado, o dólar disparou 2,31%, cotado a R$ 5,43 – maior patamar em quase dois meses. Na máxima, encostou os R$ 5,48.

Tal cenário só confirma que o mercado financeiro estava “fechado” com Tarcísio. Não tinha outro nome. O governador paulista era a aposta para derrotar Lula, nome que provoca calafrios nos investidores. Flávio gera polêmica. Seu nome é envolvido com diversas denúncias, como enriquecimento ilícito, “rachadinhas” em seu gabinete, etc.

Analistas apontam que a escolha de Jair fortalece Lula em seu projeto de reeleição. Dentro da Direita, nenhum representante expressivo fez crítica pública, mas nos bastidores há diversos descontentes.

Teste? 

Outros analistas políticos afirmaram que a escolha – encarada como precipitada – é, na verdade, um teste feito pelo ex-presidente, que buscar avaliar o nome de sua prole, mas que a decisão não é em caráter definitivo. De todo modo, sendo ou não uma estratégia, se perde tempo em definir o nome que irá representar a Direita no próximo ano. Enquanto isso, Lula, vem gradativamente melhorando à sua popularidade.

Não é novidade que clã Bolsonaro coloca sempre o próprio interesse em detrimento aos aliados. Exemplos não faltam. Jair sabe que Tarcísio de Freitas é, sem dúvida, o nome mais forte para concorrer, todavia, o receio de perder o controle da Direita, fez com que o mesmo fosse rifado em favor de um nome, claramente, com alta rejeição.

Mais uma “burrada”, mesmo que seja temporária, de Bolsonaro, que teve a rejeição do Mercado. Do outro lado, Lula agradece. A conferir.

Imagem: O Globo

Henrique Branco

Formado em Geografia, com diversas pós-graduações. Cursando Jornalismo.

#veja mais

BC: Copom eleva a taxa Selic para 15%

O ambiente externo mantém-se adverso e particularmente incerto em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, principalmente acerca de suas políticas comercial

Presidente da Alepa, deputado Chicão apresenta Balanço da Casa de Leis 2025, durante coletiva de imprensa

Em 2025, a Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), sob a condução do presidente Chicão (MDB), consolidou-se como um parlamento dinâmico, transparente e focado

Dilma se reúne com Vladimir Putin na Rússia

A ex-presidente da República e atual presidente do banco dos Brics, Dilma Rousseff, se reuniu nesta quarta-feira (26) com o presidente da Rússia, Vladmir Putin,

Juiz Lauro Fontes profere decisão parcial obrigando a PMP a reduzir em 20% cargos comissionados

Após dias analisando a defesa apresentada pela Procuradoria Geral do Município (PGM) à Justiça em relação ao projeto que criou 580 novas assessorias de livre

Senado define expediente de três dias na semana e três semanas no mês

Uma decisão unânime dos líderes do Senado Federal definiu que as votações em Plenário só serão realizadas entre terça-feira e quinta-feira. O encontro foi na

Eleições 2024: em Tucuruí, manobra política pode ter tirado Eliane Lima da disputa pela prefeitura

O tabuleiro político-eleitoral de Tucuruí sofreu um grande abalo. A ex-deputada estadual Eliane Lima, que se filiou ao Solidariedade para ter a garantia de concorrer