A pressão dos partidos e apoiadores pelas indicações políticas na montagem do governo Helder Barbalho

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O governador eleito Helder Barbalho segue a sua linha de escolha técnica para a formação de seu secretariado. O mais recente nome divulgado foi o de Mauro de Almeida, que assumirá a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS). O escolhido é mestre em Direito, advogado da União e já chefiou a Auditória Geral da União – AGU.

O processo de escolha passa à margem da ingerência política. A equipe de transição mapeia os nomes por área, segundo alguns critérios, como: atuação técnica, não ter ligação partidária e que não responda a processos judiciais. Assim sendo, passando no crivo, os nomes são enviados para a apreciação do futuro governador, que decide quem será o escolhido. Os partidos até enviaram suas indicações, mas parece que não estão sendo atendidos justamente porque alguns indicados estão sendo barrados no filtro.

A questão é que Helder Barbalho teve 16 partidos que o apoiaram na campanha, compondo a sua coligação. Portanto, muitas demandas precisam ser atendidas. Hoje esse é o maior desafio. O governador eleito continua a montagem de sua futura gestão sem se preocupar muito com a pressão partidária. Helder faz o que o blog previu ao analisar o processo de transição, o novo governador deverá fechar nos próximos dias o seu primeiro bloco ou etapa, com a composição técnica; para a partir daí iniciar a segunda etapa, que será o atendimento político e as indicações partidárias, porém com critérios.

Presidência da Alepa

De que forma esse “Modus operandi” seguido pelo governador eleito na montagem de sua gestão, interferirá na disputa pela presidência do Poder Legislativo paraense? Secretarias de governo poderiam entrar na negociação, mas Helder diz a interlocutores próximos que não concederá a nenhum político secretaria de “porteira fechada”. Pelo andamento do processo de escolha, dois nomes do MDB deverão disputar a cadeira de presidente da Alepa: Martinho Carmona e Chicão. O primeiro pela proximidade com Jader, além da experiência de já ter presidido o parlamento. Já, Chicão poderia ser o escolhido pela confiança junto ao governador eleito. Neste caso, há uma questão em jogo: a prefeitura de Ananindeua. Chicão seria o presidente da Alepa para abrir vaga na disputa pelo Executivo ao Dr. Daniel, deputado estadual mais votado da última eleição, e que apoio os Barbalho, mesmo sendo do PSDB. Portanto, existe um acordo entre o deputado eleito e o governador eleito.

A insatisfação é geral nos partidos que apoiaram Helder. Não esperavam um crivo tão seletivo na escolha dos nomes. Ainda aguardam a segunda fase, quando se encerrará a montagem do secretariado com ênfase aos nomes técnicos em detrimento aos políticos. Parsifal Pontes, o futuro Chefe da Casa Civil, terá muito trabalho na articulação política para acomodar os insatisfeitos, que muitos terão que se contentar com o segundo escalão.

1 COMENTÁRIO

  1. Parece que o governador eleito, está seguindo a mesma cartilha do presidente Bolsonaro. Escolhendo nomes técnico para dar um novo visual na administração sem estar amarrado as indicações políticas. Isso, é claro, cria insatisfação na base partidária que legitimou a coligação. 16 partidos querem sua fatia. Daí na frente que consegui eleger deputados e senadores. Mas isso não diminui a importância dos demais. Mexer nesse tabuleiro vai requerer uma boa engenharia política. Isso, com certeza, Parsival sabe. Mas a preocupação está na eleição da mesa diretora da Alepa. Ainda existe a possibilidade de o PSDB expulsar o Dr Daniel por infidelidade partidária e, o suplente requerer mandato. Ainda tem muita água para rolar debaixo da ponte que se chama Hélder. Prof Luiz Henrique. Cientista Político.

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