A última cartada de Janot

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Rodrigo Janot vive os seus últimos dias como Procurador Geral da República, pois, na próxima segunda-feira (18), ele passará o cargo a Raquel Dodge. Como esperado, antes de “apagar a luz”, Janot enviaria ao Supremo Tribunal Federal, denúncia contra o presidente Michel Temer. A apresentação da denúncia demorou, criou muitas expectativas em Brasília. Na verdade, Janot, resolveu criar melhor sustentação jurídica às provas apresentadas, evitando assim,como na anterior, que fosse rejeitada ou desqualificada.

Desta vez, o conteúdo apresenta contra o mandatário da nação, suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro na edição de um decreto no setor de portos, com provas substanciais. O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, determinou a abertura de inquérito investigativo contra Temer. Apesar de o pedido de investigação ter sido feito por Janot, caberá a Raquel Dodge, que assume na próxima semana a chefia da PGR, conduzir o inquérito.

Lembrando que Dodge foi escolha pessoal do presidente, que não mediu esforços para nomeá-la para chefiar a Procuradoria Geral. Portanto, não há confirmação que a denúncia irá seguir o seu rito regimental e chegar ao plenário, como a anterior. Apesar de ter sustentação jurídica com a robustez de provas, o cenário mudou, governo se fortaleceu politicamente e o ainda procurador Rodrigo Janot já não conta com a mesma simpatia de antes.

A crise política continua de forma intermitente. É o preço que se paga quando não há espírito público, republicano e se brinca com a democracia.

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