Ainda dá tempo, Valmir?!

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Estrategicamente
coloquei no título deste texto dois pontos: um de exclamação e outro de
interrogação. Explico… Aos críticos da gestão do prefeito de Parauapebas,
Valmir Mariano (PSD) serve como indagação, questionamento e negativismo. Já os
defensores do referido mandatário municipal, podem se utilizar da exclamação
por ser importante instrumento de afirmação, de entusiasmo e motivação.
Moro
em Parauapebas, a capital do minério, há quatro meses. Desde quando cheguei na
referida cidade fui provocado a escrever sobre a política local (Por ter
escrito por anos sobre a política de Belém, cidade que morei por 26 invernos
amazônicos, dos 31 de existência).
Sempre
me recusei e justifiquei por não me sentir preparado para discorrer com propriedade
sobre a política da capital do minério. Escrever um texto por escrever seria
fácil. “Pescar” informações e replicá-las no blog é algo simples e até
corriqueiro no mundo da blogosfera.
Quem
me acompanha no blog nesses anos e anos sabe que mantenho a maioria das
publicações com perfil autoral próprio, assinando 80% dos textos que são postados.
E com muito esforço tentarei manter esse índice. Em cada texto – humildemente –
tento descarregar através da escrita minhas reflexões e provocações sobre diversos
temas.
Mas, blogueiro é blogueiro. Não respeita
acordos e as suas próprias limitações. Portanto, depois dessa “volta”
dialética, irei escrever sobre o que percebo e reflito sobre a gestão do
prefeito Valmir Mariano.
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O ano de 2015 começou e com ele o terceiro ano
da gestão do prefeito de Parauapebas, Valmir Mariano (PSD) que chega a metade
do seu mandato. Momento de definições para qualquer gestor avaliar o próprio
desempenho. Buscar melhorar, acertar, aparar as arestas. Sem esforço ou
trabalho maior de pesquisa, sabe-se que a avaliação do referido prefeito não
anda bem. Pesquisas de consumo interno (procedimento normal de análise
avaliativa encomendadas pelo próprio prefeito ou assessores) mostram que Valmir
precisa urgentemente mudar os rumos de seu governo.
A
cidade de Parauapebas clama por conclusões de obras, melhor gestão em diversas
áreas. No ano passado houve recorde orçamentário nos cofres da prefeitura. Dois
bilhões de reais estiveram no Palácio do Morro dos Ventos (1,3 bilhão de
orçamento aprovado pela CMP e mais 600 milhões de reais em suplementação
autorizado pelos vereadores) e o que efetivamente se vê pela cidade?
Muitos
questionam a aplicação dessa montanha de recursos, volume de fazer inveja a
muitas prefeituras pelo Brasil.  O prefeito
é questionado não só por seus opositores, mas por grande parcela da população. A
pergunta que se faz é: “Cadê o dinheiro que estava aqui?”
Não
se sabe se as mudanças no 1º escalão do governo municipal são ocasionadas pela
busca do mandatário municipal em acertar, buscar corrigir erros e promover uma
“guinada” em sua gestão que anda oscilando entre o ostracismo e a inércia. Toda
semana cai um secretário municipal. Só nas primeiras três semanas do ano, três
mudanças no 1º escalão (até a publicação deste texto, seis secretários
municipais já haviam sido exonerados) O que justificaria a “dança das
cadeiras”? Incompetência? Ingerência política? A supremacia política em relação
a técnica? A dependência do prefeito em relação aos vereadores?
O
que de fato pode ser afirmado é a manutenção da inercia administrativa que se
acomodou no palácio do morro dos ventos. Muitas obras estão em curso na cidade
de Parauapebas, mas são tocadas em ritmo bem lento. Se forem entregues
(especialmente o novo hospital municipal) darão ao atual prefeito boa
musculatura eleitoral e elevará a sua avaliação que não anda bem.
O
ano corrente promete ser decisivo. Valmir precisa acertar, melhorar a sua
gestão para entrar em 2016 – ano eleitoral – competitivo. Caso contrário, o
ex-prefeito Darci Lermen (PT – que governou por dois mandatos a capital do minério) deve ser o grande favorito para assumir, ou melhor,
reassumir o Palácio do Morro dos Ventos. Ainda dá tempo, Valmir?!

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