Ananindeua virou uma torre de babel. A vitrine eleitoral rachou. A nova realidade

O prefeito Daniel Santos (PSB) sempre usou à sua gestão em Ananindeua como uma vitrine e um exemplo de sucesso, vendo o discurso que ao virar governador, tal excelência gerencial iria ser expandida ao território paraense. É dessa forma que Santos se apresenta quando desembarca em uma municipalidade, em claro movimento eleitoral, inclusive, antecipado.

Para evitar problemas junto à Justiça Eleitoral, estrategicamente, leva a esposa, a deputada federal Alessandra Haber, um claro disfarce, como a agenda fosse da parlamentar e não dele como pré-candidato ao Executivo estadual.

Conforme adiantado por este veículo, quando se reelegeu de forma expressiva, Daniel Santos, deixaria a partir daquele momento, a gestão mais a cargo de seu vice, Hugo Atayde, pois daria prosseguimento de forma mais incisiva ao seu projeto de ser o próximo mandatário estadual. Aliado a isso, toda a propaganda de boa gestão que se promovia em Ananindeua, tentava-se tirar a autoria das ações do governo do Estado, como se só uma prefeitura que goza de pouca manobra orçamentária, tivesse capacidade de promover diversas ações estruturantes.

Algumas, de fato, foram feitas com recursos próprios do tesouro municipal, mas a cargo de volumosos empréstimos que somam mais de 600 milhões de reais, e que poderão mais à frente criar um caos às finanças do citado município.

Ananindeua caminha para o caos administrativo 

Nos últimos meses do ano, com a situação se mantendo neste corrente, a gestão de Daniel Santos começou a ter dificuldade de honrar com compromissos básicos como pagamento de fornecedores, energia elétrica e o lixo, este, aliás, vem se arrastando há tempo.

Segundo matéria postada pelo Diário do Pará, os calotes do prefeito Daniel Santos ameaçam mais um serviço essencial de Ananindeua: a iluminação pública. A dívida da Prefeitura com a CGM Manutenção Elétrica, responsável pela gestão e operação da iluminação municipal, já estaria em mais de R$ 5,5 milhões. Com isso, os donos da empresa entraram na Justiça, cobrando a dívida, e há rumores sobre a falta de lâmpadas, em várias ruas. O roteiro é o mesmo que levou ao caos na coleta do lixo, ao fechamento de clínicas e hospitais e à retirada dos radares de trânsito da cidade.

Os erros, o caos aprofundam a trinca contra a vitrine político-eleitoral de Daniel Santos, que perde o seu principal ativo narrativo. A fantasiosa realidade de Ananindeua deixou de existir e com ela o discurso político-eleitoral.

Imagem: reprodução 

Henrique Branco

Formado em Geografia, com diversas pós-graduações. Cursando Jornalismo.

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