As fantasias do 1º dia de governo

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Não é novidade que, no primeiro dia de governo, especialmente na esfera municipal, os novos gestores, se utilizam da data para promover algumas ações e ter atitudes que parecem ser mais fantasiosas, marqueteiras do que a realidade, de fato. Vou me ater a dois exemplos: Zenaldo Coutinho e João Dória, ambos do PSDB. Prefeitos de Belém e São Paulo, respectivamente.

No caso do tucano paraense, tornou-se inesquecível, entrando definitivamente para os anais da política belenense o seu primeiro dia de sua primeira gestão. No dia 02 de janeiro de 2013, o então prefeito ao visitar um dos inúmeros canais que cortam Belém, entrou na cabine de uma das máquinas que faziam a limpeza. Em seguida, aproveitando a presença de diversos jornalistas, saiu e posou por minutos na parte de cima o veículo. A foto estampou todos os jornais da cidade.

Zenaldo conseguiu impactar o início de sua gestão. Buscou passar a imagem de um grande realizador, que não ficaria no confortável gabinete, que estaria nas ruas, acompanhando tudo de perto, colocando a “mão na massa”. Em seguida sua popularidade disparou. Mal os belenenses poderiam imaginar o que os aguardava nos anos seguintes…

Da mesma forma, João Dória, fez um início de governo bem “chamativo”. Resolveu se vestir de gari e juntamente com os profissionais do ofício, varreu simbolicamente as ruas do centro paulistano. Relembrou Jânio Quadros em sua famosa “vassourinha”, que foi a sua marca política durante décadas. Puro sensacionalismo de Dória. Seu marketing sabe da marca elitizada que o prefeito carrega e se vestir de gari seria um símbolo de “humildade”.

Há diversos outros exemplos, inclusive cômicos, mas irei me ater aos dois citados. As 5570 municipalidades brasileiras precisam de menos fantasias, jogadas de marketing e mais ações, trabalhos, ética e bom uso dos recursos públicos. Até porque não combate ou enfrenta crise econômica com exibicionismo.

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