Assim como em 2018, o SBT foi novamente palco para se vender a reforma da Previdência

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Na noite de 28 de janeiro de 2018, o então presidente Michel Temer aparecia no “Programa Silvio Santos”. O mandatário do país tinha como objetivo esclarecer sobre a reforma da previdência aos telespectadores e as participantes que estavam no auditório do programa. O marketing presidencial era claro: levar o presidente aos programas populares, melhorar a sua imagem e torná-lo mais próximo do povo. Objetivo àquela época não funcionou. A citada reforma não vingou e a popularidade de Temer sempre se manteve baixa, inclusive batendo recorde negativo.

Em pouco mais de um ano, Jair Bolsonaro utilizou-se do mesmo expediente de seu antecessor, para tentar aprovar a mesma reforma e melhorar os seus atuais índices de popularidade, que vem caindo a cada nova pesquisa. Ontem, 05, Bolsonaro esteve no “Programa Silvio Santos” para tratar da Previdência, pedir o seu apoio popular. É através dessa base de apoio social que os parlamentares votarão, por isso, ela é importante, e a ida a um programa popular, faz sentido.

Silvio Santos é considerado o maior comunicador do país. Sua história de vida já virou livro, sendo sempre mostrada como um exemplo a ser seguida. De camelô a um dos empresários mais bem-sucedidos do país. Na ocasião da presença de Temer, em troca de verbas publicitárias, o SBT “abriu as portas” para o discurso da reforma da previdência, e agora para manter tal relação publicitária, o dono do SBT reabre as portas da emissora ao atual presidente.

A situação permite se utilizar de metáfora com o quadro de maior sucesso lançado pelo referido apresentador: “A porta da esperança”, quadro hoje extinto, mas que fez muito sucesso entre 1984 e 1996. O quadro baseava-se na assistência aos telespectadores, sendo considerado o primeiro programa assistencialista da televisão brasileira, servindo de modelo para outros que viriam.

O apresentador do programa mantinha suspense sobre o acontecimento, até a hora do clímax, quando Sílvio Santos dizia o seu clássico bordão: “Vamos abrir as portas da esperança!”. É exatamente o que a maioria do povo brasileiro cultiva e aguarda por dias melhores. Mas, pelo visto, o futuro não parece ser promissor. 

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