A Câmara Municipal de Parauapebas iniciará os trabalhos. O que podemos esperar?

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Hoje (16) a Câmara Municipal de Parauapebas iniciará a sua primeira sessão ordinária, após um longo recesso (quase dois meses), período garantido no regimento da Casa. Ontem, como de costume, ocorreu a sessão solene para a abertura dos trabalhos e do ano legislativo na “Casa de Leis”.

Ano eleitoral sempre altera agenda parlamentar e torna – dependendo de como a mesa diretora irá conduzir ou ditar o ritmo da Casa de Leis – muito improdutivo no que diz respeito às obrigações e atribuições de cada parlamentar no exercício de sua função.

Inegavelmente deve-se fazer o seguinte questionamento: o que esperar do poder legislativo de Parauapebas no ano corrente, nos meses que antecedem disputa eleitoral, que promete ser uma das mais concorridas no recente processo histórico-político da “Capital do Minério”?

A CMP iniciará seus trabalhos ainda sob pressão, incertezas. Rumores rodam a “Casa de Leis” e indicam que a operação Filisteus poderá causar baixas, afastar vereadores o que alteraria o tabuleiro político da cidade, meses antes da eleição, quebrando todos os prognósticos e qualquer cientista político. Caso não ocorram alterações no parlamento municipal parauapebense, dificilmente a Câmara conseguirá manter bom ritmo de trabalho – pelo menos – parecido com o ano passado.

Em recente entrevista a imprensa local, o vereador Bráz, presidente do parlamento municipal, afirmou que a Casa manterá ritmo intenso de trabalho em prol da cidade, cumprindo fielmente as suas atribuições constitucionais. Quem acredita nesse discurso? Quem irá criar grande expectativa em relação ao andamento dos trabalhos legislativos na “Capital do Minério”? Alguém arrisca em dizer que 2016 será de maior produtividade do que o ano de 2015?

A experiência em acompanhar e analisar os trâmites políticos-eleitorais permite afirmar que a CMP deverá “cumprir tabela”, mantendo a costumeira agenda de envio de requerimento dos vereadores ao gabinete do prefeito Valmir, de vez em quando, debater algum projeto enviado pelo Palácio do Morro dos Ventos e a exemplo de 2015, validar sem maiores questionamentos as ações do Executivo municipal. Isso ainda no primeiro semestre de 2016. 

No segundo semestre nada deverá funcionar dentro do poder legislativo de Parauapebas. As sessões ocorrerão por obrigação regimentar. Vereadores estarão em campanha, buscando a reeleição, se manter no poder, o que engessará suas atuações parlamentares. Portanto, sem espanto, o ano corrente concentrará as forças e desejos na disputa eleitoral que se aproxima e que promete ser uma das mais disputadas da história da “Capital do Minério”. O resto é protocolo e cumprimento regimentar.

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