A “crise” econômica não interessa mais a mídia e a oposição. A questão agora é aprofundar a crise política

Compartilhe nas redes sociais.

Está claro, bem evidente, especialmente na última semana, a
primeira depois do recesso dos congressistas que a estratégia de “sangrar” o
governo Dilma está mudando. A tão propagada “crise” econômica pela mídia e pela
oposição, o terrorismo econômico diário nos veículos de comunicação parece não
atender aos interesses de que os “vendem”. Lentamente a economia brasileira
começa a emitir sinais de recuperação, mesmo a médio prazo, com a retomada do
crescimento em alguns setores e diminuição da inflação.
Manter esse terrorismo econômico quando a realidade mostra que não é bem assim, começa a ficar sem sentido. Se não bastasse os
diversos termos: “apesar da crise”, “mesmo com a crise” e “obstante a crise”, a
realidade começa a desmentir tal cobertura negativa por parte dos principais veículos de comunicação.
A estratégia agora é concentrar os esforços na crise
política, essa sim verdadeira e preocupante e muito pior do que uma verdadeira
crise na economia. A grande mídia sabendo disso, a suposta crise econômica deixou de ter
importância, pois está claro que dificilmente derrubaria o governo, mesmo porque ela é passageira. Mas a
crise política sim. Essa poderá (como no passado) tirar o PT do poder.

O próximo dia 16 será um termômetro, a oportunidade de medir
o que o governo pode esperar. Popularidade de Dilma já desabou, a sustentação
política na Câmara não existe, a governabilidade virou um sonho. Governo se agarra agora no Senado, como a última “boia” no oceano. Essas questões
são os ingredientes novos e mais eficazes para a mídia e oposição contra o
governo Dilma e o PT. A economia agora fica em segundo plano.

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta