A crise política deixou o Palácio do Morro dos Ventos e migrou para a CMP

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Quem chega agora em Parauapebas, conhecida também como a
“Capital do Minério”, nem imagina que há quase dois meses havia grave crise
política, com o afastamento do prefeito Valmir Mariano (PSD) e com a disputa
pela posse da vice-prefeita, Ângela Pereira (PTB). Semanas depois tudo acalmou
e voltou a normalidade. O mandatário municipal através de manobras políticas,
reverteu a situação a seu favor, incluindo a maioria perdida na Câmara de
Vereadores.
A crise deixou o executivo, saiu das dependências do Palácio
do Morro dos Ventos e migrou para o legislativo municipal. A composição da Casa
de Leis são de 15 parlamentares, oito estão na base governista e sete são da
oposição. O caso do afastamento do prefeito deixou o clima na casa péssimo, o
pior possível. Praticamente tudo parou, por conta da “queda de braço” entre os
dois grupos de vereadores.
A CMP realiza uma sessão semanal, todas as terças-feiras, no
período vespertino, frequência que questiono desde quando cheguei em
Parauapebas. Parauapebas é a sexta maior cidade paraense em habitantes, com
diversas demandas que se renovam ou aparecem diariamente, mazelas sociais por
todos os lados, resultado do modelo de desenvolvimento na região, ter um único
expediente semanal não seria pouco? A Câmara de Vereadores estaria dando conta
de sua atribuição constitucional com essa frequência de expediente?

Uma sessão semanal penso ser insuficiente para a necessidade
da cidade e de seus moradores, tornou-se pior a situação com a guerra declarada
entre os vereadores que fazem de tudo para atrapalhar o grupo adversário. Quem
perde com essa autofagia do legislativo parauapebense é a própria cidade, que
acompanha a inércia e a morosidade de seus parlamentares. A Capital do Minério
refém da politicagem.   

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