A farra da criação de partidos políticos continua no Brasil

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Na semana passada sem barulho, alarde ou cobertura de algum
grande veículo de comunicação, foi criado a 35º partido político no Brasil. A
nova legenda será PMB (Partido da Mulher Brasileira) e adotará número 35 nas
urnas. O partido foi criado em 2008, mas só em 2015 conseguiu o registro junto ao TSE
(Tribunal Superior Eleitoral).
A presidenta
é Suêd Haidar, que descontente com o PT do B
resolveu criar uma sigla para chamar de sua. Mais uma na “salada de
frutas” do nosso sistema político. Ao ser indagada sobre as diretrizes de seu
partido, as tendências, ideologia, campo político e programa, Haidar deixou
muitas perguntas sem respostas, mostrando (a exemplo de muitos partidos recém criados)
que essas legendas não nascem por necessidade político-partidário do país ou pela
representação de setores da sociedade. Na verdade, o discurso é esse – na teoria
– que não representa verdadeiramente a realidade, passam a ser uma moeda de
alto valor em disputas eleitorais.
Curiosamente, a representação
da referida legenda atualmente são de sete deputados federais. Ou seja, o
partido da mulher brasileira é composto no parlamento só por homens. As
deputadas não se interessaram pelo projeto?
Neste caso, não cabe discurso machista ou feminista. O Objetivo deste texto é chamar para o debate a questão do sistema político brasileiro e os desdobramentos da criação e manutenção de partidos políticos que nascem ou são criados sem a mínima base programática ou representativa.
O Brasil precisa ter
35 partidos? Desse montante 27 legendas tem representação no Congresso Nacional
em pelo menos uma cadeira, um deputado ou senador. O que sobra torna-se “partido
de aluguel”, sendo negociado em períodos eleitorais em troca de tempo de tevê e
rádio. Sem falar que a criação de novos partidos cria a pressão para o aumento
da verba partidária, recurso dividido entre as legendas com representação no
Congresso Nacional. Neste caso, o PMB já nasce com representatividade,
começando a receber o referido recurso. O sistema político brasileiro está
entre os mais caros do mundo e ainda deverá ser mais oneroso ainda. E quem paga todo esse custo são os cidadãos brasileiros.
A tão debatida e noticiada
reforma política não entra na pauta dos parlamentares e nem deverá avançar. Não
cabe aos nossos representantes legislativo situados no planalto central
brasileiro, tal ação. Não irão legislar por algo que possa mudar as regalias ou
as vantagens atuais. Neste caso, uma constituinte seria a solução. Eleger
pessoas para modificar o sistema político brasileiro, mas fora do parlamento.

Enquanto isso não
acontece, vamos continuar assistindo a farra partidária se desenvolvendo, novas
legendas sendo criadas sem o compromisso com o país, apenas para atender a
interesses particulares de seus idealizadores. O sistema político brasileiro
está falido e sem – infelizmente – perspectivas de mudanças, pelo menos, a
curto e médio prazos.

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