A nova reforma ministerial do governo Dilma e o futuro político de Helder Barbalho

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Com a implementação do ajuste fiscal por parte do governo,
buscando equilibrar as contas, a ordem principal foi cortar o custeio, ou seja,
a manutenção da máquina federal. Governo Dilma herdou de Lula, 39 ministérios e
os manteve desde quando foi eleita, em 2010. Algumas secretarias tiveram suas
atribuições institucionais de suas atuações ampliadas, quando passaram a ter
status de ministérios.
Ontem (09) a presidenta Dilma Rousseff recebeu estudo feito
por seus assessores mais próximos e técnicos do governo sobre a reforma
ministerial, que implicaria no fechamento de, pelo menos, dez ministérios:
Pesca, Portos, Aviação Civil, Mulheres, Direitos Humanos, Igualdade Racial,
Micro/Pequena Empresa e Assuntos Estratégicos. Além disso, perderiam status ministeriais
o Gabinete de Segurança Institucional e o Banco Central. Essa proposta cortaria
gastos de custeio, ponto chave do ajuste fiscal. Mas como ficarão os aliados?
Como acomodar essas indicações em outros espaços do governo? Neste caso,
especificamente, como ficaria a situação do ministro Helder Barbalho, que
dirige a pasta da Pesca e Aquicultura, sendo o único paraense no 1º escalão do
governo?
Helder foi candidato ao governo do Pará em 2014, vencendo o
governador Simão Jatene no 1º turno e perdendo a disputa no 2º turno. Nas
articulações políticas para a montagem do 2º governo Dilma, o filho do senador
Jáder Barbalho, recebeu um ministério. A sua pasta tem dotação orçamentária
pequena, pouca manobra de investimentos. O custeio quase consome todo o
orçamento de pouco mais de 350 milhões por ano.
O ainda ministro implementou mudanças, inclusive na
transferência da sede ministerial, buscando diminuir o custeio, aumentando – na
outra ponta – investimentos. Helder implementou grande agenda pelo Brasil,
conversando com prefeitos e governadores, buscando parcerias de aumento de
produção pesqueira. Obviamente, centralizou suas ações no estado do Pará. Em
sua agenda, nos últimos meses, municípios paraenses estão em caráter de
prioridade.

Conforme escrevi em dois textos postados aqui, a disputa
pelo Palácio dos Despachos em 2018 já começou, pelo menos para Helder Barbalho,
que usa o ministério como plataforma política, buscando se manter vivo para
2018. Sem o cargo de ministro de Estado, o filho do senador Jáder Barbalho
perde o favoritismo e deixa mais ainda indefinido o cenário para a disputa
estadual. Melhor para os tucanos paraenses.

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