A oposição, a hipocrisia e a indignação seletiva

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O blog inicia o mês de novembro postando o excelente texto que serve como um grande diagnostico sobre a postura dos partidos da oposição, da mídia e de grande parte da sociedade. Em parte, o texto tem haver com o artigo que escrevi em maio: “O antipetismo virou patologia social”, em que busco – de certa forma – explicar o cenário político. O texto abaixo é bem objetivo, sem muitos rodeios, mas resume bem a questão. Boa leitura.

Líderes do PSDB e dos demais partidos de oposição, incluindo Aécio Neves, ocupam as tribunas da Câmara e do Senado, as redes sociais e generosos espaços na mídia para bradar contra a corrupção que, segundo eles, é culpa do PT. Pedem o afastamento da presidenta Dilma – mesmo não havendo absolutamente nada que a ligue com atos ilícitos – convocam manifestações pelo Brasil inteiro para lutar contra a corrupção e colocam-se como os paladinos da ética. Os agentes políticos que livrarão o Brasil da corrupção.
Aí, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denuncia o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – aliado do PSDB e da oposição – por lavagem de dinheiro e corrupção na Operação Lava Jato. Na denúncia, enviada ao Supremo Tribunal Federal, Janot pede que cunha devolva R$ 272 milhões. E o que o PSDB e a oposição fizeram? Subiram à tribuna, vociferaram contra a corrupção e pediram o afastamento de Cunha, né? Não! Ficaram calados!

Ué! Mas, eles não lutam e combatem a corrupção? Não! O único objetivo deles é desgastar o governo, atacar a Dilma e inviabilizar, politicamente, o Lula. Se quisessem, de fato, combater a corrupção, não teriam deixado cair no esquecimento – com a ajuda da grande mídia – temas como o aeroporto de Cláudio, o helicóptero com meia tonelada de cocaína, o escândalo do metrô de São Paulo e a compra de votos para a reeleição, por exemplo.

É a Síndrome da Indignação Seletiva!

Fonte: Brasil 247

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