Ainda dá tempo, prefeito Valmir?!

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O texto abaixo foi escrito originalmente no primeiro semestre do ano, especificamente no mês fevereiro. Ao verificar os posts mais acessados do ano no blog o encontrei. Resolvir atualizá-lo com algumas alterações para deixá-lo o mais próximo possível da realidade ou dos novos fatos. A proposta faz sentido pelo seu conteúdo aliado ao fim do ano e começo de um novo, com disputa eleitoral. Boa leitura.

Por diversas vezes escrevi em meu blog sobre a gestão do
prefeito de Parauapebas, Valmir Mariano (PSD). O ano corrente foi fértil para
análises políticas, haja vista, a quantidade de novos acontecimentos que
pareciam “brotar” da terra rica dos minérios mais puros do mundo.
Estrategicamente coloquei no título deste texto dois pontos:
um de exclamação e outro de interrogação. Explico… Aos críticos da gestão do
prefeito de Parauapebas, Valmir Mariano (PSD) serve como indagação,
questionamento e negativismo. Já os defensores do referido mandatário
municipal, podem se utilizar da exclamação por ser importante instrumento de
afirmação, de entusiasmo e motivação.
Moro em Parauapebas, a capital do minério, há 13 meses.
Desde quando cheguei à referida cidade fui provocado a escrever sobre a
política local (Por ter escrito por anos sobre a política de Belém, cidade que
morei por 27 invernos amazônicos, dos 32 de existência). Sempre me recusei e
justifiquei por não me sentir preparado para discorrer com propriedade sobre a
política da “capital do minério”. Escrever um texto por escrever seria fácil.
“Pescar” informações e replicá-las no blog é algo simples e até corriqueiro no
mundo da blogosfera.
Quem me acompanha no blog nesses anos e anos sabe que
mantenho a maioria das publicações com perfil autoral próprio, assinando 80%
dos textos que são postados. E com muito esforço tentarei manter esse índice.
Em cada texto – humildemente – tento descarregar através da escrita minhas
reflexões e provocações sobre diversos temas. Mas, blogueiro é blogueiro. Não
respeita acordos e as suas próprias limitações. Portanto, depois dessa “volta”
dialética, irei escrever sobre o que percebo e reflito sobre a gestão do
prefeito Valmir Mariano.
O ano de 2015 está terminando e com ele o terceiro ano da
gestão do prefeito de Parauapebas, Valmir Mariano (PSD) que terá 365 dias para
convencer o eleitor a mantê-lo no Palácio do Morro dos Ventos por mais quatro
anos. Momento de definições para qualquer gestor avaliar o próprio desempenho.
Buscar melhorar, acertar, aparar as arestas. Sem esforço ou trabalho maior de
pesquisa, sabe-se que a avaliação do referido prefeito não anda bem.Pesquisas
de consumo interno (procedimento normal de análise avaliativa encomendada pelo
próprio prefeito ou assessores) mostram que Valmir precisa urgentemente mudar
os rumos de seu governo.
A cidade de Parauapebas clama por conclusões de obras,
melhor gestão em diversas áreas. No ano passado houve recorde orçamentário nos
cofres da prefeitura. Dois bilhões de reais estiveram no Palácio do Morro dos
Ventos (1,4 bilhão de orçamento aprovado pela CMP e mais 600 milhões de reais
em suplementação autorizado pelos vereadores) e o que efetivamente se vê pela
cidade?
Muitos questionam a aplicação dessa montanha de recursos,
volume de fazer inveja a muitas prefeituras pelo Brasil.  O prefeito é
questionado não só por seus opositores, mas por grande parcela da população. A
pergunta que se faz é: “Cadê o dinheiro que estava aqui?”
Não se sabe se as mudanças no 1º escalão do governo
municipal são ocasionadas pela busca do mandatário municipal em acertar, buscar
corrigir erros e promover uma “guinada” em sua gestão que anda oscilando entre
o ostracismo e a inércia. Toda semana caia um secretário municipal. Só nas
primeiras três semanas do ano, três mudanças no 1º escalão, o que justificaria
a “dança das cadeiras”? Incompetência? Ingerência política? A supremacia política
em relação à técnica? A dependência do prefeito em relação aos vereadores?
O que de fato pode ser afirmado é a manutenção da inercia
administrativa que se acomodou no Palácio do Morro dos Ventos. Muitas obras
estão em curso na cidade de Parauapebas, mas são tocadas em ritmo bem lento. Se
forem entregues (especialmente o novo hospital municipal) darão ao atual
prefeito boa musculatura eleitoral e elevará a sua avaliação que não anda bem.

O próximo ano promete ser decisivo. Valmir precisa acertar e
melhorar a sua gestão para entrar em 2016 – ano eleitoral – competitivo. Caso
contrário, o ex-prefeito Darci Lermen (PT – que governou por dois mandatos a
capital do minério) deve ser o grande favorito para assumir, ou melhor,
reassumir o Palácio do Morro dos Ventos. Ainda dá tempo, Valmir?!

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