Autofagismo petista e sabotagem do PMDB aprofundam a crise política do governo Dilma

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O que estava sendo tratado com restrições, nos bastidores,
nesta semana a reportagem do jornal O Globo, escancarou a guerra por trás das
cortinas no processo de articulação política do Palácio do Planalto,
especificamente no que diz respeito as nomeações do 2º escalão do governo
Dilma.
Na reportagem, o referido jornal, afirmou que a presidenta,
pessoalmente nas duas últimas semanas chamou para si, a responsabilidade de
nomear as indicações dos políticos da base aliada no Congresso, pois o Palácio
do Planalto encontrou diferenças entre os nomes indicados pelos parlamentares e
os que realmente estavam assumindo os cargos nas estatais do 2º escalão.
Tornou-se público a notícia que o ministro Eliseu Padilha
(Aviação Civil) e que estava compondo o grupo da articulação política,
privilegiava aliados seus em detrimento aos interesses do governo, mantendo
assim a insatisfação na base governista. Outra notícia “vazada”, diz respeito a
“guerra declarada e em curso” entre Padilha e Aloisio Mercadante (Casa Civil).
O petista estaria tentando frear a influência de Eliseu no governo.
Se essas situações relatadas pelo jornal O Globo são
integralmente verídicas ou em parte, sem questionamentos, demonstram que – de
fato – há ferrenha briga de interesses nos bastidores do Palácio do Planalto
entre petistas e peemedebistas. Esse cabo de guerra não é de hoje, sempre
existiu, inclusive no governo Lula, mas havia maior habilidade por parte do Palácio
do Planalto para lidar com essas questões.

O governo Dilma erra sucessivamente na condução da
articulação política, e não há – pelo menos – há curto e médio prazos, medidas
que possam terminar com a atual crise política. A única saída ao governo é ceder
ao fisiologismo do Congresso, atendendo as demandas dos parlamentares em
relação a emendas e cargos, com isso buscando amenizar os problemas de ordem
política, para minimamente manter a governabilidade, enfim – pelo menos –
terminar este mandato. 

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