Crise nas gestões tucanas no Pará

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No final do ano de 2012, logo após o término da apuração das eleições daquele ano, escrevi longo texto no blog, analisando o novo cenário político-eleitoral que as urnas confirmaram no Pará. Na ocasião centralizei as minhas análises na RMB (Região Metropolitana de Belém), quando o PSDB que já governava o Pará, no segundo mandato de Simão Jatene, haviam conquistado as prefeituras de Belém e Ananindeua, as duas cidades mais populosas, reunindo quase dois milhões de habitantes, ¼ do total de pessoas que moram no Pará.

As urnas deram ao PSDB o controle da RMB, o que foi decisivo para a reeleição do governador Jatene no ano passado. Na ocasião afirmei que os tucanos e aliados terão a oportunidade de criar ações de ordem metropolitana, políticas públicas que integrassem os municípios que rodeiam a capital Belém. Três anos se passaram e nada foi feito. Todas as pretensões neste sentido ficaram na promessa, em retóricas de gabinetes.

No período relatado sugerir ao governador Jatene que cria-se um comitê ou grupo que fosse composto por membros dessas prefeituras e do governo do Estado para nortear as diretrizes das ações. Na teoria seria mais fácil, pois o PSDB e o aliado PSD, governam as municipalidades do entorno da capital. As politicagens (tão costumeiras na seara política paraense) ficariam de lado, pela proximidade partidária.

Na semana passada pesquisas de opinião foram lançadas. O Instituto Paraná, contratado pela TV Record, divulgou os números referentes a capital, Ananindeua e ao governo do Estado. O resultado foi desastroso para os tucanos. Em Belém, o prefeito Zenaldo aparece mal colocado. Em Ananindeua, outra administração tucana, Pioneiro, corre sério risco de não se reeleger. Quando as perguntas foram relacionadas ao governador, outra derrota. Jatene aparece mal avaliado, depois de um ano reeleito, em seu terceiro mandato.

O mesmo instituto coloca muito bem colocado o ministro Helder Barbalho, derrotado em eleição acirrada pelos tucanos, em 2014. De fato, ao se analisar os números da eleição, percebe-se que a RMB foi quem elegeu Jatene. O governador perdeu para Helder nas principais cidades do interior paraense. As pesquisas comprovam que o domínio, a hegemonia conseguida pelo PSDB nas urnas em 2012, poderão ser perdidas pela incapacidade e incompetência tucana de criar ações ou políticas públicas de perfil metropolitano. O PSDB e aliados perderam oportunidade única de ser perpetuarem no poder, pelo menos, no feudo metropolitano que cerca a capital do Pará.

Abaixo, acompanhe as pesquisas:

1 – Se as eleições para prefeito de Belém fossem hoje, em quem você votaria? (Espontânea)

59,9% não sabem
6,3% ninguém
10,7% Edmilson
9,5% Eder Mauro
6,2% Zenaldo Coutinho
2,4% Duciomar Costa
1,0% José Priante
1,0% Hélder Barbalho
0,9% Arnaldo Jordy
2,1% outros nomes

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2 – Se as eleições para prefeito de Belém fossem hoje e os candidatos fossem esses, em quem o senhor votaria? (Estimulada)

6,4% não sabem
5,6% nenhum
29,4% Edmilson
28,2% Eder Mauro
12,9% Zenaldo
5,4% Jordy
4,3% Duciomar
3,4% Priante
3,0% René Marcelo
1,4% Raul Batista

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3 – Se a eleição fosse hoje e os candidatos agora fossem esses, em quem você votaria para prefeito de Ananindeua ?

6,0% não sabem
7,3% nenhum
35,3% Jefferson Lima
28,0% Manoel Pioneiro
14,8% Coronel Neil
8,5% Miro Sanova

Como o governador não pode concorrer ao governo do Estado, em 2018. A pesquisa foi feita com os mais cotados do ninho tucano para suceder Simão Jatene.

4- A pesquisa quis saber; se as eleições fossem hoje e os candidatos fossem esses, em quem você votaria para exercer o cargo de Governador do Pará?

39,4% Helder
17,9% Zenaldo
13,4% Paulo Rocha
10,7% Márcio Miranda
9,1% não sabem
9,4% não votariam em nenhum desses candidatos.

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5 – No segundo cenário a pergunta é a mesma, sai no entanto Zenaldo para dar lugar a Pioneiro. Veja o resultado.

40,9% Helder
15,1% Paulo Rocha
14,1% Pioneiro
11% Márcio Miranda
9,4% não sabem
9,6% afirmaram qu
e não votariam em nenhum desses nomes.


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