Depois da crise política, tudo volta à normalidade em Parauapebas

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Março de 2015 foi um mês histórico e inesquecível nos 26
anos de existência do município de Parauapebas. No referido período o prefeito
municipal Valmir Mariano (PSD) foi afastado do cargo e o G8 (Grupo dos oito
vereadores da oposição) empossou a vice-prefeita Ângela Pereira em seu lugar. 
O
grupo de vereadores oposicionista, saiu da Câmara Municipal a pé e caminhou de
mãos dadas até o Morro dos Ventos, sede da prefeitura, todos juntos com apoiadores
atrás. Parecia cena épica de filme de alta produção da indústria
cinematográfica americana.
Os fatos relatados aconteceram e os trâmites jurídicos do
afastamento do chefe do executivo da capital do minério foram executados, mas
na teoria. Na prática, Valmir Mariano se manteve no cargo, não arredou o pé de
seu gabinete e ainda conseguiu – em tempo recorde – reverter a situação a seu
favor, conforme escrevi no blog em outra postagem.
Em menos de um mês o prefeito conseguiu em uma jogada de
mestre enfraquecer os vereadores oposicionistas e diminuí-los. Bastou nos
bastidores costurar a saída do cargo do vereador João do Feijão (SD) e oferecer
ao mesmo uma secretaria de “portas fechadas”. Essa ação fez com que o seu
suplente Zacarias Assunção assumisse e antes mesmo de tomar posse declara-se
apoio ao chefe de executivo parauapebense.
Dessa forma o G8 passou a ser G7 e como o total de
vereadores são 15 no parlamento municipal, Valmir restituiu a maioria e
enfraqueceu a oposição. Política é como nuvem, muda a todo momento. Muitos
achavam que o prefeito estava fora do jogo e que nem a sua base no legislativo
conseguiria mantê-lo no cargo e até o abandonaria no auge da crise política
pelas circunstâncias.
As últimas sessões na Câmara Municipal demonstram que tudo
voltou a normalidade e o Tsunami virou marola na relação política da cidade que
além da instabilidade política começa a enfrentar forte recessão econômica que
atinge o seu principal produto econômico: o minério.

As investigações continuam sobre as denúncias que o prefeito
responde e devem ser arrastar por meses, mas Valmir deixou claro que não está
“morto” e que a disputa de 2016 será acirrada, mas ele é o favorito para vencer
e se manter por mais quatro anos no Palácio do Morros dos Ventos.

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