Disputa pela prefeitura de Belém, atiça a guerra entre Maioranas e Barbalhos

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Faltam sete meses para eleição municipal, mas os bastidores
políticos já fervem e provocam novos desdobramentos pelo território nacional.
Em Belém, a capital do Pará, não é diferente. Os principais nomes ao Palácio
Antônio Lemos, sede do poder Executivo municipal, estão colocados pelos
veículos de comunicação. O prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB) tentará reeleição,
disputando com dois fortes nomes: ex-prefeito Edmilson Rodrigues (Psol) e o deputado
federal Éder Mauro (PSD) estão entre os favoritos.
As primeiras pesquisas realizadas na capital paraense
apontam a polarização entre os pré-candidatos do Psol e PSD. O atual alcaide
corre por fora, com indicação de voto bem abaixo dos dois concorrentes. Não é novidade
que o governo municipal está mal avaliado. Estive recentemente em Belém por
conta das festividades de ano novo e pude perceber “in locu” o abandono que está
submetido a capital do Pará. A gestão de Zenaldo não conseguiu avançar e
mostrar a que veio.
Pois bem, retornando a proposta deste texto, que deu nome ao
título, no meio da disputa política que ferve nos bastidores, está outra: a
guerra entre os dois maiores veículos de comunicação do Pará – ORM (Organizações
Rômulo Maiorana) x Grupo RBA, controlados respectivamente pelas famílias
Maiorana e Barbalho.
Nos jornais das famílias: O Liberal e Amazônia (ORM) e
Diário do Pará (Barbalhos) já começaram os seus respectivos ataques direcionados
aos adversários ou pretensiosos rivais que já surgem. Exemplos são muitos e a
cada dois anos as disputas eleitorais revigoram e promovem novos
desdobramentos. O leitor, a sociedade de forma geral, fica no meio desse
tiroteio dialético que disfarçadamente tenta promover a cobrança pelo bem-estar
da população, mas nos bastidores escancaram a disputa pelo poder e os milhões em
verbas de publicidade.
No último sábado (09/01/2016) o jornal “O Liberal” colocou
em matéria de capa a reprodução de matéria feita por outro jornal, agora de
circulação nacional, “O Estado de São Paulo”, sobre o processo que corre no STF
contra o deputado federal Éder Mauro, acusado de tortura e extorsão, fato
supostamente ocorrido em 2009, quando o parlamentar exercia o cargo de delegado
da Polícia Civil do Pará. Ação retomada pela Corte Maior do país atinge
diretamente as pretensões eleitorais do referido deputado. E assim deverá
continuar por meses, a estratégia é enfraquecer Éder Mauro ou fazê-lo desistir
da disputa.
O levante das ORM contra o parlamentar diz respeito à quebra
de acordo entre o mesmo e o apoio à reeleição do prefeito Zenaldo. Todos sabem
que o PSD, partido que Éder controla em Belém é um “braço” auxiliar do PSDB e
deveria apoiar os tucanos em qualquer circunstância de disputa eleitoral. Além
disso, o delegado licenciado se abrigou nas coberturas dos Barbalhos, inclusive
ter o apoio dos veículos da RBA para concorrer à prefeitura de Belém, em 2016 como candidato com apoio do PMDB paraense.

Mais uma disputa eleitoral se aproxima e novamente os dois maiores
veículos de comunicação do Pará começam a travar a sua disputa particular pelo
poder, pelo controle político, manter o poder econômico através de milionários
contratos de publicidade. No meio dessas disputas o leitor, muitos ingênuos que
acreditam no belo discurso estampados nas capas desses veículos de comunicação.
Até quando?

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