Dois meses de Temer

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Ontem, 12, Michel Temer completou dois meses como presidente
interino, depois que Dilma Rousseff foi afastada pelo Senado Federal. Pela constituição
o rito do impeachment é longo, tem como prazo final 180 dias. Ou seja, ainda há
120 dias ou quatro meses até o seu prazo limite. Pela condução do processo, até
o fim de agosto, o Senado decidirá em definitivo se Dilma retorna ou fica
impedida permanentemente.
A questão central e a proposta deste texto é provocar e
refletir sobre o período até aqui do governo do presidente em exercício Michel
Temer. O Brasil melhorou no geral? A economia mostrou recuperação? A máquina
pública está operando melhor? Os índices sociais estão em melhores patamares? O
rombo fiscal está em processo de declínio?
De fato a realidade mostra que não. Ou se houveram mudanças
elas são muito tímidas, passam despercebidas e ainda não surtiram efeitos práticos. As medidas tomadas pelo governo
foram cortar despesas e o custeio; ao mesmo tempo, foram concedidas ações
que elevam os gastos da União. Portanto, no balanço, nada de novo ou avanço na
área fiscal. A maior preocupação do Palácio do Planalto foi elevar o limite do
rombo fiscal, medida clara para ganhar fôlego e maior manobra de gastos. No
campo social, diversos programas foram reduzidos ou na linguagem palaciana,
sofreram: “redimensionamento”, com a justificativa de aperfeiçoá-los, muitos afirmam que já há claro retrocesso em conquistas sociais.
No campo político, Temer conseguiu construir certa
governabilidade no Congresso. Para isso, distribuiu espaços do governo e fez os
mais variados acordos. Por isso, garantiu sem maiores esforços que fossem
aprovados os primeiros projetos enviados pelo seu governo ao parlamento. Um governo que acumula trapalhadas e certa inércia.

A popularidade do presidente interino continua bem baixa. Em
algumas aferições ficou abaixo de Dilma quando estava no cargo. Outro ponto que impressiona até aos mais próximos a Temer, afirmam que ele é de impressionante inércia e tem grandes dificuldades em tomar decisões. E deverá ser enquadrado assim pela opinião pública até o fim de
seu mandato, caso seja confirmado o impeachment de Dilma pelo Senado. 

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