Domingo (17) será o dia “D” para Dilma

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Ontem (11), a comissão do impeachment da presidenta Dilma
Rousseff, votou o parecer do relator, que recomendou o impedimento da
mandatária da nação. O placar foi 38 x 27, favorável aos que defendem o
afastamento de Dilma. Dos 65 votos da comissão, muitos esperavam um placar mais
elástico. Se fizermos comparação proporcional ao quantitativo máximo do
plenário (513) que irá votar o processo, Dilma ficaria no cargo.
Com a etapa da admissibilidade do pedido de impeachment acatado,
mais uma etapa é concluída. Agora, cabe à mesa diretora chefiada pelo
presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, desenrolar os trâmites legais para
instaurar no próximo dia 17, domingo, a votação do processo de impedimento
presidencial. A data escolhida foi justamente para que o povo brasileiro possa
acompanhar o processo, que será transformado em um grande espetáculo
midialístico pela grande imprensa.
Com a definição de mais uma etapa, a penúltima, antes do fim
legal do impeachment, resta a presidenta Dilma, esperar e agir nos bastidores,
com ação no varejo, buscando, sem constrangimentos, os votos necessários para
barrar o seu próprio impedimento. Pelo perfil fisiológico da esmagadora maioria
de nossos “homens públicos”, não é difícil de imaginar o que o Palácio do
Planalto está fazendo para aumentar o número de apoiadores, de votos favoráveis
ao governo.
Os articuladores políticos de Dilma, resumidos na figura
pública de Jaques Wagner, seu ainda chefe de gabinete, haja vista, que Lula
ainda não foi liberado pelo STF para assumir o referido cargo, afirmava que a
saída do PMDB, proporcionaria ao governo um grande processo de recompactuação
com os partidos que se mantiveram na base.
De pouco ou quase nada, se ouviu ações de remanejamento de
espaços no governo aos partidos que se mantiveram no apoio à Dilma. De fato, ocorreu
esse redimensionamento de poder? Se sim, por que não foi divulgado? Ou a
recompactuação na base governista será suficiente para barrar o impeachment?
O “bolão do impeachment” continua a todo vapor. Os números oscilam
com margens de estratosféricas. Agradam a todos.  O método é o mesmo, determinado veículo liga
para cada parlamentar, solicitando o seu posicionamento em relação ao
impeachment. Certo é que 1/3 dos parlamentares continuam indecisos. Esse grupo
poderá decidir o processo, à favor ou contra o impedimento de Dilma.
Governo faz conta a todo o momento. Precisa de, no mínimo, 172
votos. Os articuladores do Palácio do Planalto afirmam que hoje possuem entre
190 a 215 votos favoráveis. Resta saber se esse montante, segundo estatísticas governistas
se manterão no apoio ou irão para o outro lado. E a leva de indecisos? Estão disponíveis
para ambos os lados. Quem dará mais?
Domingo está marcada a festa – com direito a cobertura de
alta qualidade da mídia, torcidas de cada lado, com direito a show pirotécnico
e efeitos especiais. Viva a democracia ou a derrubada dela. 

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