Eleição geral é a melhor alternativa para a crise política

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Antes de qualquer coisa, neste post, tomo partido e me
coloco como propagador de ideias e propostas de forma plena e sem receios de
críticas ou descontentamentos. Quem acompanha este blog diariamente, sabe que,
independente de tema ou assunto abordado, prezo pela liberdade de pensamento e
fomento ao leitor que, busque formar a sua opinião. Apenas faço a apresentação de
fatos. Por esta postura, recebo mais elogios do que críticas.
Pois bem, desta vez, neste texto, não deixo o leitor
decidir. Coloco-me na condição de propor, sem rodeios ou maiores pretensões, saída
para a crise política que paralisa o país e que deverá – conforme como abordei
diversas vezes – continuar até 2018. Resta saber se o país resiste até lá e se
de fato continuaremos a vivê-la como algo do cotidiano, com ares de
naturalidade, como muitos já o fazem.
Antes de defender a minha proposta, coloco os cenários que
estão se desenhando, mesmo que ainda sem as maiores definições. Se Dilma
Rousseff não for impedida, levando em consideração que 2/3 dos senadores
rejeitem o pedido, a presidenta reassume o mandato. Quais as condições de
retomada de governo? Em que patamar político ou em que nível de governabilidade
Dilma retomaria as rédeas? Teria condições, mesmo com o tão propagado pacto
nacional, afastar a crise política?
Para todas essas indagações relatadas acima, afirmo que não.
Coloco-me na condição de pessimista. Deixo claro que sou contra o impeachment,
mas creio que o governo Dilma não reúne condições de continuar. Da mesma forma,
um novo governo chefiado por Michel Temer estaria nas mesmas condições da
petista. Temer não tem apoio popular, está sendo taxado como golpista, além de
sofrer forte pressão internacional por sua postura no impedimento de Dilma.
Quais as condições que um governo Temer teria para mudar os rumos da economia,
voltar a fazer o Brasil crescer? Conseguiria resistir a pressão popular, que
prometem pressionar o governo ilegítimo até o fim? Como governar, independente
de governo, como um Congresso Nacional do nível que assistimos no último
domingo?
Por essas situações relatadas, tanto no caso de Dilma ou
Temer, a crise política não os deixaria governar no atual cenário. Governariam
de forma estabanada, Dilma pelo Congresso, Temer pelas ruas. Por isso, sem
rodeios, sem interrogação, mas sim como exclamação, afirmo que a única saída,
ou pelo menos, a mais viável para a atual conjuntura política, seria a
convocação de novas eleições, em caráter geral. Desta forma, poderíamos, pelo
menos em tese, estacar a crise, haja vista, que recomeçaria um ciclo, nova
etapa da agenda política brasileira.

Poderiam me criticar se dessa forma não estaria apoiando a
quebra do regime democrático. Penso que o certo seria Dilma continuar até 2018.
Mas no atual contexto político é impossível que ela consiga governar. Com Temer
não seria diferente. Novas eleições quebrariam o regime democrático atual, mas seria,
pelo menos, a forma menos traumática de ruptura institucional do país. O povo
através do voto direto decidiria os rumos do país, algo democrático. O Brasil
não aguentará a crise política até 2018.

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