Em Parauapebas, a história se repetirá?

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Moro em área privilegiada de Parauapebas, ponto alto em que consigo observar de diversas janelas e da área de serviço de casa, quase todos os limites dos bairros Cidade Nova e Primavera, indo até a portaria da Vale. Destas diversas vistas, posso contemplar o novo hospital municipal que ainda não foi entregue para a população. Entre uma contemplação e outra dos limites urbanos da cidade e a Floresta Nacional de Carajás, me deparei novamente com o imponente prédio, me obrigando a escrever sobre a questão.

O ditado popular diz que: “um raio não cai duas vezes no mesmo lugar”, se for enquadrar tal dito na política, seria: “uma situação não acontece duas vezes no mesmo contexto”. Será? Em 2012, o PT estava completando oito anos à frente do paço municipal, na segunda gestão de Darci Lermen. Na ocasião foi lançado o nome de José das Dores Couto, o “Coutinho” para a sucessão de Lermen para a continuação do projeto de poder do PT na “capital do minério”. A máquina pública bilionária era o maior aliado dos petistas contra a candidatura de um empresário, o atual prefeito Valmir Mariano. E o que deu errado, por que Darci não fez o seu sucessor?
Muitos afirmam que o tão propagado hospital municipal que não foi entregue pela gestão passada foi o responsável. O governo petista na época propagava a todos que Darci deixaria como maior herança à cidade seria um novo hospital de porte médio, com a capacidade de atender a todos os habitantes da cidade e municípios vizinhos. O tempo passou e o prazo legal de inauguração não ocorreu e coincidência ou não, Darci não fez Coutinho prefeito, finalizando ali a gestão petista em um dos municípios mais ricos do Pará.
Valmir Mariano se elegeu com a promessa de entregar até o final de seu mandato o tão esperado hospital. Já estamos caminhando para o mês de junho e segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) os candidatos estarão proibidos de realizarem inaugurações de obras, ou seja, faltam pouco mais de um mês para que o colosso hospital municipal consiga ser entregue para a população. Recentemente abordei a questão. Afirmei que o processo de apologia à incompetência instaurada no projeto do hospital, iniciado na gestão passada e continuada nesta gestão, deixava uma cidade com mais de 200 mil habitantes sem um centro médico de média complexidade e com atendimento mais bem feito.
Possivelmente, o que não deve ser comemorado, o novo hospital municipal não deverá ser entregue para a população antes do prazo legal da Justiça Eleitoral, completando assim quase uma década entre o seu inicio e atual etapa. A situação é complexa e se perde na burocracia, em jogo de empurra de responsabilidades entre o governo do Estado e a prefeitura. Quem paga a conta, muito caro por sinal é a população que tem que conviver com esse descaso entre governos.
O governo Valmir ostenta que foi a gestão que mais fez obras em mesmo período de governo. O slogan oficial diz que são mais de 260 intervenções governistas pela cidade, mas possivelmente a maior delas não será e não estará no slogan. Resta saber a quebra do compromisso do prefeito Valmir Mariano em não entregar o novo hospital se refletirá nas urnas, lhe custará a reeleição, assim como em um passado recente. A história se repetirá?

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