A morte política de Parauapebas

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Ontem (21/06/2015) o programa Fantástico da Rede Globo,
decretou a morte política de Parauapebas ao exibir reportagem sobre a corrupção
que ocorre no município. Em poucos minutos o Brasil (para quem ainda não havia
ouvido falar das denúncias) descobriu o que ocorre na “Capital do Minério”, especificamente
entre os seus poderes: Executivo e Legislativo.
A equipe da competente repórter Cristina Serra, esteve na
cidade no dia 16, “visitando” as sedes da prefeitura e Câmara de Vereadores,
causando muito falatório no município. Todos esperavam o que a edição do programa
iria mostrar. E mostrou o que acontece com o mal uso do dinheiro público. A
matéria focou nas denúncias de corrupção entre alguns vereadores no pagamento
de serviços ao legislativo e as condições precárias da educação municipal, com
escolas caindo aos pedaços e ônibus escolares superlotados e a falta de
saneamento básico na cidade. O Fantástico deu um tiro no pé do prefeito Valmir
Mariano (PSD), pois um dos maiores “carros-chefes” de sua gestão é justamente a
área educacional.
O Brasil conheceu em parte, o que anda acontecendo em uma
das cidades mais ricas do Brasil quando se compara arrecadação. Não é preciso
uma equipe de televisão (independentemente de sua abrangência em território
nacional) para sabermos que em Parauapebas o recurso público é mal utilizado. Basta
apenas andar rapidamente pela cidade que se comprova que falta ações básicas,
que em cidades menores, que arrecadam muito menos, podemos encontrar.
Sem dúvida o programa Fantástico, decretou a morte política
de Parauapebas, que já agonizava em sua triste e preocupante crise
institucional. Os poderes executivo e legislativo foram desmoralizados. A
Câmara Municipal que tem a função institucional de propor leis e fiscalizar o Executivo,
fará como agora? Com qual moral? Depois de ter dois vereadores presos, o
ex-presidente da casa, vereador Josineto Feitosa (SD), sendo o centro das
acusações, a única sessão semanal, servindo apenas para o cumprimento regimental.
E o Executivo mergulhado em um “mar” de denúncias de desvios
de recursos. Como conseguirá se manter em sua principal função: administrar a
cidade, sabendo que está sendo investigado pelo Ministério Público Estadual, em
Belém, com graves provas que confirmam as denúncias? A qualquer momento a
Justiça poderá destituir do cargo o prefeito Valmir, a situação agravaria mais
ainda a crise política em Parauapebas.

Com a prefeitura e Câmara de Vereadores desacreditados, sem
condições morais e institucionais de se manterem em suas funções, a morte
política de Parauapebas está decretada. O ano de 2015 acabou ou poderia – para o
bem da cidade – acabar. Pelo visto, a “Maldição dos recursos naturais” deixou
de ser uma teoria restritamente econômica e passou a ser, pelo menos, no caso
de Parauapebas, uma teoria sócio-político. Triste fim. 

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