Governo Valmir: mais um “tiro no pé” em ano eleitoral

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Normalmente, em ano eleitoral, quando o atual mandatário
público busca a continuidade no poder, ou seja, apresenta-se como candidato à
reeleição, espera-se que os problemas de determinada gestão sejam amenizados e
que o ano eleitoral seja a oportunidade de melhorar a imagem. No governo Valmir
Mariano parece ser o contrário da lógica política. Justamente em seu último ano
do atual mandato, o prefeito parece fazer o possível para piorar a sua imagem,
aprofundar o seu preocupante nível de avaliação.
As pesquisas que foram lançadas em Parauapebas, incluindo as
de consumo interno de partidos e do próprio governo, apontaram que a atual
gestão municipal apresenta baixo nível de popularidade (conforme já abordado diversas vezes por este blog) e de duvidosa mudança do referido cenário
político. Não é segredo nem dentro do Palácio do Morro dos Ventos que o governo
Valmir Mariano é impopular. Avaliação confirmada pelo próprio perfil do gestor,
que não é político, não sabe fazer política e delega aos seus assessores mais
próximos tal missão.
Outra característica que é muito propagada do governo
municipal é a falta de cumprimento de acordos. Se isso ocorre em sua totalidade
não há como confirmar aqui, neste espaço. Mas a mais nova crise em Parauapebas
poderá validar tal afirmação. Diz respeito aos reajustes salariais dos funcionários
públicos parauapebenses. Em março, o governo apresentou a sua proposta final
(11,2%) de aumento salarial com 45 reais a mais no ticket alimentação. A
categoria (aqui escrevo fazendo referencia aos profissionais da educação)
decidiu depois de sete dias de greve, retornar às atividades, mediante ao
cumprimento de acordo mediado pela Justiça, em relação à pauta social
apresentada. Ainda no acordão, o governo se comprometeu em efetuar o pagamento
com o retroativo em duas parcelas.
Ontem, de forma surpreendente (para alguns, mas que este
blog vem avisando desde novembro do ano passado) a prefeitura afirmou através
de nota que o acordo descrito acima, não seria possível de ser cumprido. No
documento, a gestão afirma que não pagará o retroativo dos servidores no mês
corrente, e que faria tal procedimento separadamente, em folha complementar, com
a primeira dia 10 de junho e nos dois meses seguintes. A notícia surtiu com uma
bomba na cidade, com grande propagação nas redes sociais.
O fato levantou a fúria dos dirigentes sindicais que
reagiram, convocando os seus filiados para um debate, apresentação da situação
e deliberações futuras. O risco de greve geral a partir da próxima semana é
real e têm grandes chances de ocorrer. Na prática, todos os servidores,
parariam suas atividades, o que poderia criar um colapso na cidade. Algo
inédito na recente história de Parauapebas.

O empasse escancara o que o blog vem discutindo desde o fim
do ano passado: arrecadação caindo, mas as despesas, o custeio da máquina
continuam estratosféricos. Em dezembro, após a Câmara de Parauapebas aprovar o
orçamento, escrevi sobre o risco de grave crise orçamentária que Parauapebas
poderia enfrentar, caso os ajustes para diminuir os gastos não fossem
implantados.
Até hoje, nenhuma medida de contingenciamento de gastos foi
tomada. Se ocorreu, não se tornou público. Portanto, pode ter sido algo de pouco
impacto, que nem vale a pena ser explorado politicamente. Sendo assim, o
descontrole do orçamento e a consequência da falta de recursos, não seriam uma
surpresa e sim uma triste realidade. Na nota oficial a prefeitura justifica a
mudança no acordo com os servidores pela crise econômica que o país atravessa e
a queda do Cefem. Mas isso não seria previsível, mediante o cenário atual que
já dava claros sinais do que viria pela frente? Por que, então a prefeitura e
seus planejadores, não buscaram antecipar medidas para amenizar os impactos? Ou
já na crise, criar alternativas ou ações que visassem preparar as finanças públicas
municipais para o presente de escassez?

Pelo visto, a falta de planejamento ou visão gerencial, em
ano eleitoral, com a gestão do prefeito Valmir em baixo nível avaliativo,
poderá custar a continuação do atual grupo político no poder. A questão do
reajuste salarial dos servidores municipais é a mais nova e concreta
confirmação que há muitos problemas pelo Palácio do Morro dos Ventos. Qual o
próximo “tiro no pé que a gestão Valmir dará?

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