Governo Valmir Mariano descumpre acordo e trabalhadores da educação deflagram greve

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 No
dia 19 de maio de 2016, a assessoria de comunicação da Prefeitura Municipal de
Parauapebas publicou uma nota na qual o governo ratifica o descumprimento do
acordo firmado entre Sintepp e executivo numa conciliação feita pela Promotoria
de Justiça do Estado. Na
nota, o governo afirma que revisará o salário e o auxílio alimentação no
pagamento do mês de maio e que a primeira 
parcela do retroativo será paga dia 10 de junho, ficando as duas últimas
para os meses subsequentes. Ocorre
que o acordo era revisar o salário em maio e pagar a primeira parcela, também
no mesmo mês, fato que não ocorreu. Com isso, agora não são apenas três meses
atrasados e sim quatro, portanto a conta não fecha.
Após
o atraso na aprovação da lei do reajuste, o governo havia se comprometido a
pagar o retroativo em duas parcelas, mas agora mudou de ideia e quer estender o
prazo para o pagamento do que é da categoria por direito, porém, uma vez
descumprido o acordo, o governo perdeu ainda mais a credibilidade da categoria. Vale
ressaltar que além da questão salarial, há outros pontos do acordo que foram
descumpridos: as obras da EMEF Nelson Mandela deveriam iniciar ainda no mês de
abril, mas até agora nada foi feito e o governo, em reunião, disse que ainda
está em processo de licitação; as salas continuam sem refrigeração na maioria
das escolas; a prefeitura ainda não apresentou as folhas de pagamento e as
prestações de contas solicitadas; a questão do COMEPA ainda não foi resolvida;
continuam os casos de assédio moral nos locais de trabalho; problemas nas
lotações de servidores e descontos dos dias paralisados.
Por
esses motivos, a categoria se reuniu em assembleia no dia 19 de maio de 2016,
e, por ampla maioria, rejeitou a nova proposta apresentada pelo governo e
deliberou pelo retorno a GREVE a partir do dia 1 de junho. O
Sintepp reafirma seu compromisso com a educação pública e de qualidade e,
nesses dias que antecederão a greve, a categoria dialogará com comunidade com a
finalidade de esclarecer os motivos da paralisação e desde já se compromete a negociar
os dias parados para não prejudicar o calendário letivo.
Fonte: Sintepp.

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