Governo Valmir, qual caminho seguir?

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A gestão do prefeito Valmir Mariano (PSD) deverá ostentar
por muito tempo um recorde: o campeão de troca de secretários. Na semana
passada, sem alarde, João Ribeiro, deixou vaga a cadeira de secretário
municipal de saúde. Foi exonerado pelo prefeito, depois de desgastada gestão,
onde havia atritos claros com diversos vereadores e com membros do próprio
governo. A saída de Ribeiro foi a 55º da atual gestão. Valmir governa (contando
com a data de hoje) há 1211 dias, desde quando assumiu, no primeiro dia de 2013.
Nesse período foram trocados 55 secretários. Em uma conta matemática rápida, o
prefeito exonerou ou nomeou a cada 22 dias um novo titular para uma de suas 17
secretárias.
Há espaços em seu governo, por exemplo, que sofreram sete
mudanças, neste caso a Secretaria de Cultura. Como manter ações ou políticas
públicas nesta instabilidade? Não há dúvidas que a troca de comando interfere
negativamente no processo de desenvolvimento de políticas públicas. As
sucessivas permutas no 1º escalão demonstram uma gestão sem rumo ou, pelo
menos, sem saber o caminho ou direcionamento seguir.
Não é novidade que a eleição de Valmir Mariano foi marcada
por diversos acordos para que saísse vitorioso nas urnas. O comprometimento foi
tamanho que a montagem do governo foi o primeiro grande desafio. Muitos interesses
para serem atendidos. Meses depois de ter assumido como mandatário, Valmir já
gastava tinta de caneta exonerando ou nomeando seus assessores diretos. E
continuou assim por meses, anos, até chegar a impressionante marca de 55 mudanças
no primeiro escalão. Conforme escrevi anteriormente, governo Valmir chega em seu último ano, ainda procurando se encontrar, criar condições de governo para agilizar as ações de gestão.
Inegavelmente as sucessivas mudanças mostram um governo que
foi um desastre político. Que precisou trocar “peças” para viabilizar a gestão,
o que reforça a falta de habilidade política em conduzir as engrenagens da
máquina pública municipal. Qual governo consegue funcionar com tantas mudanças?
Normalmente a troca no primeiro escalão de qualquer governo, independente de
esfera, ocorre em ano eleitoral. Na gestão do prefeito Valmir foi o inverso,
ocorreram trocas justamente no período entre eleições. O que demonstra a
incapacidade gerencial de seu governo.
Valmir sabe que a sua reeleição ainda é uma incógnita. As
pesquisas que são divulgadas, até mesmo as de consumo interno, encomendadas
pelo Palácio do Morro dos Ventos, o colocam em situação política delicada. Seu
índice de aprovação é baixo, inversamente proporcional a sua rejeição. Depois
de tantas mudanças ainda dará tempo para salvar uma gestão que entrará para a
recente história de Parauapebas como a mais instável politicamente? O tempo é
curto e os desafios são enormes. Quem será o próximo a sair?

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