Grande tempestade ainda deve acontecer pelos lados de Brasília

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O governo Dilma Rousseff
finalizou o pacote de ajuste fiscal apresentando de onde e como a máquina
federal cortará despesas e como será ampliado o volume arrecadatório. Como
esperado, 60% do volume que o governo quer economizar e gerar (total de 60
bilhões de reais) será originado do aumento de impostos, inclusive com a
ressuscitação da CPMF, extinta em 2007. Menos da metade das pretensões
palacianas do estão no ajuste fiscal, virá da redução do custeio, ou seja, dos
gastos do governo.
O projeto de ajuste fiscal deverá
ser enviado ao Congresso Nacional ainda está semana. Os parlamentares,
senadores e deputados, deverão legislar sobre a criação de novos impostos,
exatamente de onde o governo conta e espera arrecadar para cumprir o superávit
primário e tentar fechar as contas em 2016. O governo só terá autonomia para decidir
sobre os cortes no custeio da máquina pública.
Claro que o Congresso, dividido
entre base governista (essa muito instável) e a oposição, liderada pelo PSDB,
não deverão atender a todas as solicitações do Palácio do Planalto. O governo
deverá negociar muito e torcer para que – pelo menos – metade de suas
pretensões sejam aprovadas, especialmente no que diz respeito ao retorno da CPMF,
imposto que corresponderá a 70% do que o governo espera arrecadar.
Se o Congresso resolver endurecer
e não facilitar a vida do poder executivo, o ajuste fiscal deverá ser um fiasco
e isso se refletirá diretamente na economia, aprofundando a recessão econômica
o que, por inércia, deverá tornar a manutenção do governo Dilma quase
insustentável.

Se houver acordo e a política de
aumento de impostos passar, da mesma forma, atinge negativamente o governo.
Alivia o cenário econômico a médio prazo, mas poderá afundar mais ainda a
popularidade da presidenta Dilma. De qualquer forma, em qualquer cenário, a
situação do Palácio do Planalto é delicada e preocupante. A fatura chegou ao
governo e o valor é muito alto.

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