Helenilson Pontes, mais um que não resistiu a ingovernável Seduc

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Em uma rápida pesquisa, pode-se ter a dimensão exata do caos
que se tornou a Secretaria Estadual de Educação (Seduc). Desde 2007 já caíram nove
secretários na referida pasta, alguns não duraram nem três meses no cargo.
Ontem, o ex-vice-governador Helenilson Pontes, deixou o comando da Seduc,
depois de nove meses chefiando a pasta.
O rito nestes casos foi mantido. O gestor se reúne com o seu
superior, neste caso o governador Simão Jatene, e alega algum impedimento
(Helenilson afirmou que deixou a função por motivos pessoais) e o pedido é
aceito, sem antes, emitir na imprensa nota ressaltando a importância do trabalho
desenvolvido de quem está deixando o cargo.
No início do ano, quando foi divulgado o 1º escalão do novo
governo Jatene, escrevi no blog sobre a ida de Helenilson para a Seduc. Disse
que seria um enorme desafio, talvez o maior do referido como homem público. Gerir
algo ingovernável é uma missão árdua, para poucos. Pontes aceitou o desafio. O
título do artigo fazia referência a sina da secretaria estadual de educação em
derrubar pretensões políticas de seus mandatários. Helenilson resistiu por nove
meses.
O perfil pragmático do agora ex-secretário não resistiu ou
não se enquadrou no formato da área educacional, que requer além de títulos,
habilidade política e flexibilização gerencial. Nada do que foi planejado ou
pretendido pelo referido avançou. Pelo contrário, Helenilson colecionou
derrotas e desafetos. A relação com a classe docente nunca esteve tão abalada.
Talvez, nenhum secretário tenha conseguido ser tão criticado ou odiado como
Pontes conseguiu. A postura autoritária tornou a relação insustentável e sem apoio para continuar,
entregou o cargo ontem.
A educação pública estadual paraense vive um verdadeiro
caos. Há décadas o Pará é manchete educacional em caráter negativo. Os piores
índices na referida área são paraenses. O Estado sucateia progressivamente a
educação que agoniza. A Seduc mantém um modelo de gestão ultrapassado, o que
reflete no péssimo gerenciamento educacional.
Interinamente Ana Cláudia Hage, assumiu a pasta e deverá
ficar até um novo nome seja indicado e possa assumir a ingovernável Seduc, que
mantém a sua sina de derrubar pretensões políticas de quem assume a pasta. Quem
será o próximo?

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