Impeachment aprofunda a crise política e poderá parar o Brasil

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Horas antes do anúncio do presidente da Câmara, Eduardo
Cunha sobre o impeachment, o governo comemorava avanços em relação ao ajuste
fiscal, que foram aprovados favoravelmente ao governo. A crise política que se
arrasta por meses parecia que estava sendo amenizada. Finalmente o Palácio do
Planalto comemoraria algo, uma vitória, depois de muitas derrotas no Congresso
Nacional. O champanhe foi aberto, mas logo em seguida deixado de lado, quando
fio anunciado aceitação do pedido de impeachment.
Depois de 23 anos, a recente democracia brasileira vivencia
um novo pedido de afastamento de um presidente. As circunstâncias que
derrubaram Fernando Collor são diferentes em relação a Dilma Rousseff. Semelhança
se resume a falta de governabilidade que ambos os governos tinham, com o
cenário piorado no caso do “caçador de marajás”.
Não há dúvidas que o processo de impeachment será longo,
desgastante e paralisará o Brasil. A pauta principal do país a partir de agora
será o rito de afastamento da presidenta e a “queda de braço” entre governo e
oposição. Todos os projetos que ainda poderiam ser votados, serão arquivados
temporariamente e o principal, o ajuste fiscal, pode esquecer, para desespero
do ministro da Fazenda Joaquim Levy.  

Sem o ajuste fiscal, a economia continuará “patinando”,
caminhando para severa recessão. Mesmo que Dilma não seja afastada, que o
processo de impeachment não avance, o governo e o Congresso Nacional perderão
tempo precioso para tentar tirar o mais rápido possível a economia da inércia
que se encontra. Quem perde é o Brasil com o agravamento da crise política que
piora a situação fiscal do governo e consequentemente o cenário econômico do
país. A disputa pelo poder é maior do que os interesses do Brasil. A conta
tende a ficar mais cara, sobretudo, para os que mais precisam. 

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