Jatene e a difícil situação no ninho tucano

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Em Belém, as pesquisas de opinião apontam (em todas
realizadas até o momento) que o prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB) estaria fora
de qualquer projeção de segundo turno na capital paraense. O candidato tucano
que tenta a reeleição não atingiu 15% em nenhuma das consultas, ficando em
terceiro, bem distantes dos líderes Edmilson Rodrigues (Psol) e Éder Mauro
(PSD). A popularidade do alcaide belenense é preocupante e deixa qualquer
estrategista político pessimista. Mesmo com esse desempenho pífio e aceitação
baixa, não se pode desprezar a força da máquina municipal na disputa.
Não muito diferente se apresenta a situação do prefeito de
Ananindeua, o segundo maior colégio eleitoral paraense. A reeleição de Manoel
Pioneiro não está garantida. No referido município de meio milhão de
habitantes, o radialista Jeferson Lima (PMDB) lidera com certa vantagem. Os
dois prefeitos são considerados dentro da seara tucana os possíveis, ou pelo
menos, os favoritos para suceder o governador Jatene, em 2018.
Muitos afirmam que o governador deverá ser candidato ao
Senado e escolheria o seu sucessor entre os dois citados. O critério seria
avaliação de suas respectivas gestões e níveis favoráveis de aceitação e
avaliação positiva. Nestes pré-requisitos, ambos estão em situações
desfavoráveis, fruto de suas péssimas gestões. Jatene acompanha de perto todo o
processo de governança de ambos e sabe muito bem que a situação não é positiva.
Se vencerem as disputas eleitorais, muito será creditado as suas respectivas
máquinas e não as suas gestões que reconhecidamente (até por aliados) ficaram
aquém do esperado, ainda mais com a parceria garantida da máquina estadual.

Jatene para manter seu projeto de poder em curso, conforme o
planejado, precisa que ambos estejam reeleitos. O PSDB que em 2012 chegou a
importante patamar político ao gerenciar as duas maiores cidades paraenses e
que agora, corre o risco de perdê-las. As disputas municipais darão o ritmo e
indicarão cenários para a disputa estadual em 2018. 

Sem a sua principal força,
os tucanos sabem que terão disputa dificílima com o ministro Helder Barbalho,
que se apresenta como favorito ao Palácio dos Despachos. No ninho tucano há
opções, mas todas sem grandes perspectivas. Em jogo a dinastia tucana de quase
duas décadas.

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